Os executivos da Uber têm discutido planos para reduzir a força de trabalho global da empresa em cerca de 20%, avançou o ‘The Information’, que estima que essa medida se possa traduzir na demissão de mais de 5.400 funcionários, de um total de 27 mil que a empresa possui actualmente, um pouco por todo o mundo.
Numa nota enviada pela Uber ao ‘USA Today’, a empresa de transporte garante que «tal como esperado, estamos a analisar todos os cenários possíveis para garantir que chegamos ao outro lado da crise numa posição mais forte do que nunca».
A empresa viu o seu negócio de veículos com motorista (VTC na sigla em inglês) colapsar devido à crise de saúde pública do novo coronavírus, que está a assolar o mundo inteiro e fez com que menos clientes solicitassem viagens. Por outro lado, o departamento da ‘Uber Eats’, dedicada à entrega de comida, viu os seus negócios crescerem devido ao confinamento de milhões de cidadãos. Contudo o seu peso nos negócios globais do grupo é menor.
Nos países onde opera, a solicitação de VTC registou uma queda entre 70 a 90% em relação ao mesmo período do ano anterior, um negócio que representa 75% das receitas da Uber. A empresa registou uma perda de 1.014 milhões de euros no último trimestre de 2019.
Estes cortes na empresa podem estar por detrás da demissão do chefe de tecnologia da multinacional, Thuan Pham, na empresa desde 2013. Aparentemente, mais de 800 pessoas da sua equipa de engenharia, totalizando 3.800, poderiam ser afectadas por estes ajustes no trabalho.
No início deste mês, a Uber anunciou que iria retirar as suas previsões para determinadas métricas de receita e lucro para o ano de 2020. «Dada a natureza evolutiva da Covid-19 e a incerteza que causou em todas as indústrias do mundo, é impossível prever com precisão o impacto cumulativo da pandemia nos nossos futuros resultados financeiros», reconheceu a empresa, num comunicado à imprensa a 16 de Abril.
A crise também está a afectar outros rivais da Uber, como a Cabify no sector dos motoristas e o GrubHub, um rival na entrega de alimentos.
A Uber, que esperava obter rentabilidade ainda este ano, vai apresentar as suas contas relativas ao primeiro trimestre de 2020, a 7 de Maio. Nessa altura vai saber-se qual o impacto inicial da Covid-19 nos seus negócios.













