O multimilionário Elon Musk apresentou na quinta-feira uma moção para rejeitar o processo civil da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) que o acusa de ter demorado a divulgar sua participação no Twitter (agora X) em 2022.
A SEC alegou, em queixa apresentada em janeiro num tribunal federal de Washington, D.C., que Musk violou a lei federal de valores mobiliários ao aguardar 11 dias a mais do que o permitido para revelar a compra inicial de 5% das ações ordinárias da plataforma. A agência procurava que Musk pagasse uma multa civil e renunciasse aos lucros obtidos com as supostas violações, revela a ‘Reuters’.
Segundo os advogados de Musk, o multimilionário parou de adquirir ações adicionais do Twitter e apresentou a declaração um dia útil após o seu gestor de património consultar um advogado sobre os requisitos de divulgação. Uma regra da SEC determina que investidores devem informar quando ultrapassam 5% de propriedade em até 10 dias consecutivos, o que teria ocorrido a 24 de março de 2022 no caso de Musk.
A SEC sustentou que Musk comprou mais de 500 milhões de dólares em ações do Twitter a preços artificialmente baixos antes de divulgar suas aquisições em 4 de abril de 2022, quando já detinha 9,2% da empresa.
Os advogados de Musk argumentam que o caso não deveria ter sido aberto, defendendo que o CEO da Tesla e SpaceX não agiu de forma deliberada ou imprudente. “A SEC não alega que o Sr. Musk agiu intencionalmente… Apenas alega que apresentou tardiamente um formulário de propriedade há três anos e corrigiu o erro imediatamente após a descoberta”, afirmaram.














