– Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à agitação marítima, com o resto do país sem avisos meteorológicos à exceção de Castelo Branco e Guarda por causa da neve.
De acordo com o ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país está hoje sem previsões significativas de mau tempo, depois de mais de uma semana a ser assolado por tempestades sucessivas.
A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.
Num dia em que a chuva e o vento parecem ter dado tréguas, apenas os distritos de Guarda e Castelo Branco estão sob aviso amarelo, por causa da queda de neve acima de 1.300 metros, com acumulação de cerca de 5 cm acima dos 1.600 metros.
O IPMA alerta para os impactos prováveis, como acumulação e possível formação de gelo, causando interdição ou condicionamento de vias, danos em estruturas ou árvores, e abastecimentos locais prejudicados.
No que respeita às ilhas, os grupos central e ocidental do arquipélago dos Açores estão sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, sendo que as ilhas do Corvo e das Flores também estão com aviso amarelo para a agitação marítima.
O IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde.
Quanto às temperaturas máximas, devem situar-se entre os 6ºC na Guarda e os 16ºC em Setúbal, Sagres e Faro, ao passo que as mínimas vão oscilar entre os 2ºC na Guarda e os 11ºC em Sagres.
Apesar da considerável melhoria do tempo, 17 barras marítimas continuam hoje fechadas e cinco condicionadas, segundo informação atualizada às 08:20 pela Autoridade Marítima Nacional.
Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Viana do Castelo só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a 30 metros, respetivamente.
Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira e São Martinho do Porto.
No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e as de faro, Olhão e Portimão só autorizam a entrada de barcos com mais de 15 metros.
O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (desde 26 de janeiro) e de Rabo de Peixe.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.






