Setenta e cinco pessoas estão deslocadas das suas casas em Alenquer por risco de deslizamento de terras sobre as suas habitações, disse hoje o presidente da câmara, que pondera pedir situação de calamidade para o concelho.
Na sexta-feira à noite, cerca de 40 moradores da localidade da Mata tiveram de abandonar as suas habitações e serem realojados em casas de familiares, um em lar e os restantes em alojamentos encontrados pelo município.
“Há vários dias estamos a monitorizar o movimento de terras e os técnicos concluíram ontem [sexta-feira] que há risco iminente, por isso retirámos metade da população”, explicou.
Em Aldeia Gavinha, a autarquia encerrou a escola do primeiro ciclo, transferindo os cerca de 40 alunos para a escola de Vila Verde, e pediu aos moradores de duas habitações para saírem de casa devido a um aluimento de terras. Os habitantes foram realojados em casas de familiares.
A Proteção Civil acompanha também, com preocupação, os cerca de mil moradores de Ribafria, aldeia “praticamente isolada”, uma vez que, “das cinco estradas de acesso, só uma está disponível”.
Em Olhalvo, há também um muro em risco de queda sobre habitações.
O autarca adiantou que pondera pedir ao Governo estado de calamidade para este concelho do distrito de Lisboa.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.






