Mau tempo: Nuno Melo garante ter sido feito tudo no apoio à população

O ministro da Defesa, Nuno Melo, garantiu hoje, no Porto, que todos os envolvidos no apoio à população decorrente das tempestades fizeram tudo o que foi possível fazer e que o balanço será feito em devido tempo.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 8, 2026
12:16

O ministro da Defesa, Nuno Melo, garantiu hoje, no Porto, que todos os envolvidos no apoio à população decorrente das tempestades fizeram tudo o que foi possível fazer e que o balanço será feito em devido tempo.


“Não há de ter havido uma única pessoa que em consciência não tivesse feito tudo aquilo que achava para ajudar os outros”, afirmou o governante à saída da Escola Manoel de Oliveira, no Porto, onde votou para as eleições presidenciais.


Questionado sobre o tempo que o Governo demorou a responder após a tempestade Kristin, Nuno Melo preferiu falar dos “aspetos positivos”.


“Nas primeiras horas foi a resposta adequada à catástrofe. Eu acho que o país deve, em primeiro lugar, olhar para o que está a ser feito de positivo. E o que está a ser feito de positivo é extraordinário. É muita gente mobilizada a ajudar os que mais precisam. E essa perspetiva que eu percebo, mas que é um bocadinho confrontacional, a mim não me diz nada”, afirmou Nuno Melo.


E prosseguiu: “Interessa-me argumentar em cima dos elementos que são positivos. Eu diria que a esmagadora maioria dos exemplos são muito bons, são positivos, de quem juntou esforços, militares também, todas estas entidades que referi e muitos civis para ajudar os outros”.


“Nenhuma, em nenhuma dimensão, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC], às Forças Armadas, às polícias, aos bombeiros, todos querem começar a ajudar aqueles que estão em dificuldade”, completou o ministro.


Nuno Melo destacou, depois, os perto de três mil militares que desempenham as mais diferentes tarefas, quer no acompanhamento de proximidade das populações no interior, seja na colocação de telhados, no fornecimento de alimentos, geradores, na recolha de pessoas que estão isoladas por causa das cheias ou patrulhamento aéreo.


“São múltiplas as funções em que os militares estão empenhados e estão à altura daquilo que os portugueses esperam deles”, afirmou.


“Eu acredito que foi dada a resposta, enfim, que as circunstâncias foram determinando ao longo do tempo, à medida que o tempo foi avançando. Eu falo pelos militares, pelas Forças Armadas, como sabem, há uma autoridade máxima que tem o controlo e o comando das operações, neste caso, destas catástrofes”, continuou.


Sobre as consequências das tempestades e o balanço do que foi feito, Nuno Melo garantiu que “aquilo que tiver que ser feito, se tiver que ser feito, certamente será, mas este é o momento de ajudar as pessoas e que é nisso que estão todos empenhados”.


O ministro expressou também um voto de pesar pelas mortes, nos últimos dias, de um militar da GNR e de um bombeiro.


Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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