Mau tempo: Número de pessoas deslocadas aumenta para 82 em Leiria

O número de pessoas deslocadas das suas casas devido ao mau tempo no concelho de Leiria aumentou para 82, revelou hoje à agência Lusa a vereadora Ana Valentim.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 8, 2026
15:31

O número de pessoas deslocadas das suas casas devido ao mau tempo no concelho de Leiria aumentou para 82, revelou hoje à agência Lusa a vereadora Ana Valentim.


“Temos uma atualização do número de pessoas deslocadas e que se encontram nas nossas estruturas de alojamento de emergência. O levantamento que efetuámos são 82 pessoas que estamos a acompanhar, tanto a nível social, como a nível psicológico”, disse Ana Valentim.


De acordo com a autarca, “o objetivo é algumas destas pessoas transitarem para casas modulares até conseguirem a reabilitação das suas habitações”.


Desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, no dia 28 de janeiro, e até 01 de fevereiro, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.


“O número tem vindo a aumentar, na sequência também daquilo que foi o agravamento das condições meteorológicas”, declarou Ana Valentim, explicando que, como medida preventiva, moradores que habitavam casas que estavam em risco foram retirados.


A vereadora com o pelouro do Desenvolvimento Social adiantou que só esta noite “14 pessoas tiveram de sair das suas casas” como medida preventiva.


“Neste momento, estamos a fazer a avaliação da casa, [para ver] se as famílias podem ou não voltar”, declarou, garantindo que o município assegura alimentação e outras necessidades


As estruturas de acolhimento de emergência da Câmara estão localizadas na Barreira, Salão Paroquial de Cruz d’Areia, Junta de Freguesia de Leiria e numa coletividade nos Pousos.


Segundo informaçao da Câmara, dos 82 munícipes deslocados das suas habitações, 49 são de Leiria, 21 de Souto da Carpalhosa e 12 de Colmeias.


Na semana passada, o presidente do município, Gonçalo Lopes, anunciou que a autarquia comprou 30 casas prefabricadas para instalar pessoas cujas habitações ficaram sem condições de habitabilidade devido ao mau tempo.


Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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