O Jardim do Caracol da Penha, que liga as freguesias de Arroios e Penha de França, em Lisboa, encontra-se interditado pela Proteção Civil Municipal “devido a risco de queda de muro”, informou hoje o município.
Também estão fechados outros três parques e jardins municipais, em resultado de trabalhos de remoção de arvoredo, nomeadamente a Quinta dos Lilases, o Parque Recreativo do Alvito e o Parque Recreativo da Serafina, segundo informação da Câmara de Lisboa, disponibilizada no seu ‘site’.
Desde 04 de fevereiro que o município de Lisboa determinou o encerramento de parques e jardins municipais, como “medida preventiva” face à previsão de condições meteorológicas adversas.
Passado uma semana, alguns dos parques e jardins sob gestão municipal já foram reabertos, designadamente a Estufa Fria, Jardim da Cerca da Graça, Jardim Guerra Junqueiro, Parque da Bela Vista, Parque Urbano do Alto do Duque, Parque Verde de Carnide, Quinta da Paz e Tapada das Necessidades, indicou a autarquia.
Quanto aos cemitérios municipais, a Câmara de Lisboa referiu que está prevista a reabertura de todos os cemitérios, com exceção do Cemitério dos Prazeres, que se mantém fechado ao público, exceto para funerais e acesso à secretaria.
No âmbito da situação de mau tempo, com chuva e vento fortes, a autarquia disse que está a avaliar a reabertura dos parques e jardins municipais, após o encerramento preventivo devido às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), sublinhando que “alguns espaços vão manter-se fechados até estarem garantidas todas as condições de segurança”.
Na passada sexta-feira, o município decidiu que o Castelo de São Jorge, a Feira da Ladra e os cemitérios em Lisboa estariam encerrados no fim de semana devido à previsão de mau tempo.
Essa decisão juntou-se à medida de encerramento dos parques e jardins municipais e à recomendação para cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas.
Como medidas para garantir a proteção de todos, a autarquia reforçou a importância de “evitar deslocações desnecessárias”, de “não circular nem estacionar em zonas potencialmente sujeitas a inundações” ou de “não circular em zonas ribeirinhas”.
A autarquia instou também os lisboetas a evitarem “o estacionamento de veículos junto a árvores, encostas e declives, sujeitas a deslizes de terra” e a “recolher todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados”.
O sistema municipal de avisos à população da Proteção Civil de Lisboa pode ser subscrito pelos cidadãos através do envio de um ‘sms’ com o texto “AvisosLx” para o número 927 944 000.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



