O Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin criado pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima ultrapassou na quinta-feira um milhão de euros, disse hoje à agência Lusa o diretor de serviços desta instituição.
Às 16:00 de quinta-feira, o fundo atingiu 1.084.313,18 euros.
“Acima de tudo, queremos deixar uma palavra de agradecimento a todos os benfeitores. Isto aumenta-nos a responsabilidade”, afirmou Nelson Costa.
Este responsável assegurou que “este fundo será gerido com toda a transparência e com toda a dignidade, de forma também a dignificar o dinheiro que está a ser confiado” à Cáritas, para depois ser canalizado para as situações que foram afetadas pelo mau tempo.
De acordo com Nelson Costa, na quarta-feira à noite o fundo registava “30.123 transações, doações”.
O menor valor é de um euro, o maior de 40 mil euros.
O fundo, financiado por donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária ou donativo ‘online’, foi criado no dia 30 de janeiro, após a Cáritas ter participado numa reunião da Proteção Civil com o Município de Leiria, e em sintonia com o bispo diocesano, José Ornelas.
Nesse dia, a instituição anunciou o reforço do apoio à comunidade, para assegurar que ninguém fica sem resposta, devido ao impacto do mau tempo, que também danificou instalações da instituição.
Referindo que acompanha com elevada preocupação a situação de emergência que ainda se vive em vários locais da região, “onde persistem falhas significativas no fornecimento de eletricidade, no abastecimento de água e nas comunicações, afetando um número considerável de famílias e instituições”, a Cáritas fez ainda saber que coloca “à disposição todos os seus recursos humanos, logísticos e sociais para apoiar as pessoas em maior situação de vulnerabilidade”.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.











