– Dezoito famílias de Camarate, Loures, num total de 45 adultos e 24 crianças, foram hoje reencaminhadas para uma zona de concentração e apoio à população, devido a danos nas habitações causados pelo mau tempo.
Numa nota divulgada hoje à noite, a Câmara Municipal de Loures informou que acompanha em permanência a situação no Bairro São Benedito, em Camarate, e que foi preciso “interditar o acesso a um número alargado de habitações”.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, já tinha dito hoje, num balanço sobre o mau tempo, que na vila de Camarate, no concelho de Loures (distrito de Lisboa), um movimento de terras causou danos em várias habitações, tendo admitido a necessidade de terem de ser retiradas cerca de 70 pessoas.
A autarquia especificou, na nota, que a maioria dos agregados identificados encontrou solução provisória junto da rede familiar, tendo sido necessário encontrar resposta para os 18 agregados familiares.
E disse que, adicionalmente, um casal de idosos foi encaminhado para uma estrutura residencial “adequada às suas necessidades” e duas famílias foram encaminhadas para uma unidade hoteleira.
“Na próxima semana, está prevista a transferência dos munícipes que se encontram num pavilhão municipal para um outro espaço igualmente temporário”, indica a Câmara na nota, na qual se sublinha que as habitações em causa são ilegais e ficam “numa zona há muito identificada como insuscetível de reconversão urbanística e com risco para pessoas e bens”.
A situação, acrescenta, é do conhecimento das entidades e dos próprios moradores.
A Câmara de Loures diz no documento que já pediu, com caráter de urgência, uma reunião ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, para encontrar soluções para as famílias.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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