– O Paredão de Moledo, no concelho de Caminha, cujos passeios tinham parcialmente colapsado, encontra-se em “risco real de derrocada”, informou hoje a autarquia do distrito de Viana do Castelo.
“A situação no Paredão de Moledo agravou-se consideravelmente nas últimas horas, verificando-se um risco real de derrocada, em particular na extremidade norte da estrutura”, alertou hoje o município de Caminha na sua página de Facebook.
No sábado, a autarquia interditou a passagem neste paredão devido ao “colapso de partes do passeio”, uma vez que “a ação do mar originou a escavação da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado”.
“Face ao risco iminente de queda de novos blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de viaturas e pessoas nas zonas do paredão”, informou hoje o município, que especificou que a “extremidade norte tem sido a mais afetada pela forte agitação marítima, com deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção”.
É feito um apelo à população para que respeitem as interdições feitas nesta zona, enquanto não é possível garantir “as condições de segurança”.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde o dia 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.





