Mau Tempo: Autarquia do Seixal pede isenção temporária de portagens na A33

A Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, pediu hoje ao Governo a isenção temporária de portagens na A33, devido ao corte da Estrada Nacional 378 na sequência das condições meteorológicas adversas.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 7, 2026
18:29

– A Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, pediu hoje ao Governo a isenção temporária de portagens na A33, devido ao corte da Estrada Nacional 378 na sequência das condições meteorológicas adversas.


Em comunicado, a autarquia explica que o pedido foi endereçado ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e que a medida solicitada visa mitigar o impacto do corte desta estrada na população de Fernão Ferro e nos restantes utilizadores afetados.


A Estrada Nacional 378 voltou hoje a inundar-se devido às chuvas intensas, pelo que se encontra cortada temporariamente entre o Quintão e a rotunda do posto de combustível, em Fernão Ferro.


Esta estrada, explica a autarquia, constitui uma via fundamental de ligação entre os concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra, sendo igualmente um eixo rodoviário essencial para a população do Concelho do Seixal e em particular de Fernão Ferro, que diariamente utiliza esta estrada para deslocações profissionais, escolares e de acesso a serviços de saúde e comércio.


“Com o encerramento da EN378, a A33 tornou-se, na prática, a principal alternativa viável para assegurar a mobilidade entre as localidades acima referidas, não existindo, em muitos casos, percursos alternativos com condições semelhantes de segurança e tempo de viagem”, refere, em comunicado, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.


O autarca acrescenta que, neste contexto, a “manutenção da cobrança de portagens na A33 representa um encargo acrescido e inevitável para os munícipes, que se veem obrigados a utilizar esta via como consequência direta de uma situação alheia à sua vontade”.


Em novembro, depois de um período de chuvas fortes, a EN 378 inundou, afetando vários veículos, entre os quais dois dos Bombeiros Voluntários do Seixal, que foram em socorro de quem tinha ficado bloqueado.


Na sequência desta situação, a Infraestruturas de Portugal assegurou, em dezembro, que seriam tomadas medidas de curto prazo para responder “de imediato” às necessidades de segurança, antes de uma intervenção estrutural prevista para este ano.


Hoje, com uma nova tempestade no território nacional, a estrada voltou a inundar.


Portugal continental começou a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.


Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja – o segundo mais grave – devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta 13 distritos, por causa da precipitação e do vento.


Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura na costa ocidental e 4 a 5 metros na costa sul.


Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre, Castelo Branco e Évora foram colocados sob aviso laranja até às 12:00 de hoje, devido à “chuva persistente e por vezes forte”.


A Proteção Civil alertou para os riscos de deslizamentos de terras no território nacional devido ao mau tempo.


Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros


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