Mau tempo: Anacom recomenda ‘roaming’ nacional temporário para suprir falhas

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) recomenda aos operadores a implementação de ‘roaming’ nacional temporário, permitindo aos utilizadores utilizarem redes de outros operadores enquanto há falhas de serviço na sequência do mau tempo.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 6, 2026
11:39

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) recomenda aos operadores a implementação de ‘roaming’ nacional temporário, permitindo aos utilizadores utilizarem redes de outros operadores enquanto há falhas de serviço na sequência do mau tempo.

A Anacom divulgou hoje uma série de medidas de recomendação aos operadores de telecomunicações na sequência das tempestades Kristin e Leonardo, recomendando também que as empresas de telecomunicações comuniquem, através de rádios locais, o estado das redes e serviços durante a situação de calamidade, “dando informação sobre a perspetiva de reposição, indicando, tanto quanto possível, as localizações em que essa reposição já tenha ocorrido”.

A entidade incita também à criação de mecanismos que permitam identificar e tratar com “particular celeridade dificuldades no acesso aos serviços por parte de utilizadores com necessidades especiais” e em situação de especial vulnerabilidade social.

“Recomenda-se que as entidades detentoras de infraestruturas aptas à instalação de redes de comunicações eletrónicas, nas zonas afetadas, agilizem os prazos de resposta e simplifiquem os procedimentos associados aos pedidos de instalação de cabos em condutas e postes ao abrigo das respetivas ofertas de acesso, de forma a facilitar a reposição célere dos serviços de comunicações eletrónicas”, lê-se em comunicado.

Já ao Governo a Anacom propõe que os utilizadores de serviços de telecomunicações possam ter o direito legal a ser compensados quando exista uma interrupção do serviço superior a 24 horas, e de poderem cancelar o contrato, sem custos, se a interrupção do serviço se prolongar por mais de 15 dias.

Nesse sentido, a autoridade apresentou ao Governo, numa proposta legislativa, a aprovação de medidas de resposta aos efeitos da tempestade Kristin nessas localidades, determinando que durante três meses: os operadores não suspendam o fornecimento dos serviços a utilizadores finais devido ao não pagamento de faturas, entre outras medidas.

A Anacom propôs ainda ao executivo que aprove uma isenção de taxas pela emissão de licenças temporárias de estações de radiocomunicações.

O regulador das comunicações referiu também, em comunicado, que está a dar prioridade ao tratamento de pedidos de licenciamento temporário de espetro para as zonas afetadas pelos fenómenos meteorológicos adversos.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

 

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