Mais de metade dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal – cerca de 3,4 milhões de pessoas – tinham, em 2024, uma remuneração-base mensal, ou seja, sem subsídios, entre 800 e 1.000 euros, segundo dados da Segurança Social.
De acordo com os dados recolhidos pelo ‘CM’, apenas 86 mil trabalhadores receberam mais de 4.000 euros mensais, revelando uma forte concentração de rendimentos nos escalões mais baixos.
A subida do salário mínimo para 820 euros no ano passado contribuiu para este cenário, refletindo-se na distribuição das remunerações. Em 2023, mais de 2,5 milhões de trabalhadores tinham rendimentos entre 600 e 800 euros. No total, a Segurança Social registou remunerações de quase 80 mil milhões de euros e contribuições de 27 mil milhões, valores superiores aos do ano anterior.
Os dados também evidenciam desigualdades de género. Segundo um estudo da CGTP, 64% das mulheres trabalhadoras recebiam até 1.000 euros brutos por mês, e uma em cada cinco ganhava o salário mínimo. Além disso, as mulheres representavam 51% da população desempregada, mas apenas 44% tinham acesso a proteção social de desemprego.













