Um em cada dois portugueses adiou os seus projetos devido à pandemia, projetos estes avaliados, em média, em cerca de 986 euros, segundo apurou a mais recente análise da Fixando. O adiamento destes planos reflete consequências ‘devastadoras’ para os profissionais do setor dos serviços, com 48% dos prestadores a alegar que a quebra nos rendimentos é a maior dificuldade que estão a enfrentar.
O inquérito, realizado ao longo do mês passado, permite ainda aferir que a maioria destes projetos estavam relacionados com a casa (37%), seguindo-se os eventos (24%), e ainda o bem-estar (21%).
Com 52% dos inquiridos a cancelarem ou adiarem projetos, afirmaram que os grandes motivos foram a quebra nos rendimentos (44%), considerar que é inconsciente gastar dinheiro neste momento, devido à incerteza em que se vive (21%), a sensação de insegurança ao estar em contacto com os profissionais (20%) e o despedimento (14%).
O estudo mostra também que 32% dos profissionais do setor terciário (comércio e serviços) explicam que consideram as novas medidas de combate à pandemia extremamente prejudiciais para o setor, apontando como as principais barreiras a ultrapassar, neste momento, a quebra nos rendimentos, a quebra na procura, a falta de confiança e segurança por parte dos clientes, e o abrandamento na movimentação devido ao teletrabalho.














