A francesa L’Oreal registou lucros de 6,13 mil milhões de euros no ano passado, uma queda de 4,4% em relação a 2024, adiantou a empresa, em comunicado hoje divulgado.
O grupo atribuiu esta ‘performance’ aos efeitos cambiais e sobretaxa excecional imposta às grandes empresas em nome da recuperação das finanças públicas francesas.
“Este imposto cada vez menos excecional sobre as grandes empresas (…) custa cerca de 250 milhões” de euros, disse à AFP o diretor-geral da L’Oréal, Nicolas Hieronimus, lamentando “que se imponha tanto às empresas que defendem as cores da França e da Europa e que são bem-sucedidas”.
O volume de negócios do grupo aumentou 1,3%, para 44 mil milhões de euros, de acordo com o comunicado.
A margem operacional é de 20,2%, contra 20% em 2024.
No quarto trimestre, as vendas da L’Oréal aumentaram 1,5%, para 11,24 mil milhões de euros.
“Este ano de 2025 é um ano bastante decisivo para a L’Oréal”, segundo Nicolas Hieronimus, que destaca “resultados sólidos”, apesar de “um contexto, no mínimo, volátil e adverso”.
Para 2026, “é preciso ser prudente e humilde”, diz ele e, “salvo novas surpresas”, ele ainda acredita que “o mercado de beleza continuará a acelerar”.
Geograficamente, as vendas na Ásia do Norte caíram 2,2%, para 10,08 mil milhões de euros, mas, excluindo o efeito cambial, aumentaram 0,5%.
“A melhoria é impulsionada pela China continental, onde o crescimento está a acelerar, passando de um crescimento fraco para um crescimento médio de um dígito”, de acordo com o comunicado.
Na Europa, o volume de negócios da L’Oréal aumentou 4,6%, para 14,86 mil milhões de euros. Na América do Norte, as vendas diminuíram 0,7% (mas, excluindo o efeito cambial, aumentaram 3,4%), para 11,71 mil milhões de euros.



