Livre vota moção que pede a Joacine que renuncie a lugar de deputada

A relação entre Joacine Katar Moreira e a direcção do Livre motivou alguns membros a apresentar uma moção que exige a saída da deputada e que, caso isso não aconteça, lhe seja retirada a confiança política. A lista de 18 moções será discutida e votada na convenção agendada para os dias 18 e 19 de Janeiro.

Executive Digest
Janeiro 13, 2020
16:02

A relação entre Joacine Katar Moreira e a direcção do Livre motivou alguns membros a apresentar uma moção que exige a saída da deputada e que, caso isso não aconteça, lhe seja retirada a confiança política. A lista de 18 moções será discutida e votada na convenção agendada para os dias 18 e 19 de Janeiro.

«Heis-nos chegados a um ponto em que as causas defendidas pelo Livre parecem não conseguir sobrepor-se ao ruído constante provocado pelos faits divers mais estapafúrdios; em que o colectivo parece soçobrar numa desmedida exposição mediática do indivíduo; em que o partido se arrisca a ver a sua própria sobrevivência posta em causa. Assim sendo, no caso de a deputada não se dispuser a renunciar às suas funções, o Livre não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política“, pode ler-se na moção, citada pela revista “Sábado”.

Os cinco subscritores referem que o partido terá ficado conhecido «devido às peripécias, atribulações e polémicas internas em que se viu envolvido de Outubro até hoje, o que conduziu à degradação da imagem pública e da credibilidade do partido». «A falta de articulação entre os órgãos do partido e o gabinete parlamentar, agravada pelas constantes declarações à comunicação social, afectaram, de modo insanável, as relações institucionais entre os órgãos do Livre e a deputada eleita», destacam.

A eleição de Joacine Katar Moreira, fazem notar, «encheu todos de entusiasmo e esperança», uma vez que passariam a ter «as condições para que os valores defendidos pelo partido passassem a ser conhecidos por mais e mais pessoas», mas que «não foi assim que as coisas se passaram».

Apontam ainda uma «situação preocupante e confrangedora» do ponto de vista político, por considerarem que o trabalho da deputada no Parlamento «é manifestamente pouco», recordando a entrega fora de prazo das alterações à lei da Nacionalidade. «Apenas duas iniciativas foram apresentadas pela deputada (Projecto de Lei 126/XIV e

Projecto de Resolução 64/XIV), sendo a primeira, o projecto de lei de alteração à lei da Nacionalidade, de particular relevância para o partido, foi apresentada fora do prazo. Mesmo tendo em conta que o trabalho parlamentar se estende para além do hemiciclo, é manifestamente pouco…», escrevem.

Recorde-se que os novos órgãos nacionais do partido serão eleitos no IX Congresso do Livre do próximo fim-de-semana. Joacine Katar Moreira não terá apresentado candidatura.

Contactado pelo “Público”, o responsável pelo gabinete de comunicação da deputada apenas referiu que não se pronunciava sobre o assunto.

*Última actualização às 16:20 com mais informação

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