Isabel Guerreiro pode tornar-se a nova CEO do Santander em Portugal, numa rara nomeação feminina na banca

Isabel Guerreiro surge como a principal candidata a assumir a liderança do Banco Santander em Portugal, uma nomeação que seria pouco comum, dado o reduzido número de mulheres a chefiar grandes instituições financeiras.

Executive Digest
Outubro 22, 2025
12:07

Isabel Guerreiro surge como a principal candidata a assumir a liderança do Banco Santander em Portugal, uma nomeação que seria pouco comum, dado o reduzido número de mulheres a chefiar grandes instituições financeiras.

A informação é avançada pela Bloomberg que dá conta que Isabel Guerreiro é atualmente membro do conselho de administração do Banco Santander Totta SA, e deverá suceder a Pedro Castro e Almeida como CEO, caso este assuma funções como diretor de risco no grupo espanhol, segundo fontes próximas do processo que pediram anonimato devido à natureza confidencial das negociações.

Pedro Castro e Almeida surge como o nome mais forte para assumir a liderança global da área de risco do grupo espanhol, num movimento que integra uma reorganização mais ampla da estrutura do banco. O gestor português lidera a operação nacional desde 2019, e deverá suceder Mahesh Aditya no cargo de Chief Risk Officer (CRO) da Banco Santander.

Se confirmada, a nomeação de Isabel Guerreiro marcará um passo significativo na presença feminina na liderança de bancos em Portugal, destacando-se num setor historicamente dominado por homens.

Isabel Guerreiro tem uma vasta experiência na gestão de sistemas de TI e na condução de projetos estratégicos no setor financeiro. Com um mestrado em Engenharia Informática pelo Instituto Superior Técnico e um MBA pela INSEAD, completou ainda formação em Finanças Estratégicas no setor bancário na Wharton School of the University of Pennsylvania e programas executivos em instituições de referência como a Stanford University e a Harvard University. Está ligada ao Banco Santander Totta desde 2005, desempenhando um papel central na transformação digital do banco.

A sua carreira começou na Novabase Sistemas de Informação, onde evoluiu de programadora a gestora sénior, e foi ainda docente de Informática no Instituto Superior Técnico.

O Santander Totta fechou o primeiro semestre de 2025 com um resultado líquido de 503,9 milhões de euros, um decréscimo face aos 547,7 milhões registados em igual período do ano passado.

Ainda assim, o banco manteve níveis elevados de rentabilidade e eficiência, com um ROTE de 32,9% e um rácio de eficiência de 27,1%, impulsionado por uma estratégia centrada na otimização comercial e operacional.

Entre janeiro e junho, o banco registou um aumento de 60 mil clientes ativos e mais 78 mil clientes digitais, em comparação com o final de junho de 2024. A atividade transacional também aumentou, com um crescimento de 4,2% no número de cartões emitidos e um total de 1,2 milhões de operações diárias de compras e pagamentos — mais 9,6% do que no mesmo período do ano passado.

Contactados pela Executive Digest, o banco não comenta o assunto.

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