A IAG, holding constituída pela British Airways e Iberia, informou, esta terça-feira, que no primeiro trimestre registou perdas operacionais de 535 milhões de euros, que comparam com os 135 milhões positivos obtidos no mesmo período do ano anterior. Estes são dados preliminares, sendo que os finais serão publicados a 7 de maio.
O grupo, que reduziu a faturação em 13%, para 4,6 biliões de euros, prevê que a recuperação do tráfego “levará vários anos”, razão pela qual propôs aos sindicatos uma reestruturação que “poderá resultar na redução até 12 mil postos de trabalho”.
Fontes da IAG esclarecem que estas demissões, a concretizarem-se, afetarão apenas a British Airways.
Atualmente, o grupo tem vários processos de lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) a decorrer e que afetam cerca de 22 mil pessoas na British Airways e cerca de 14 mil funcionários da Iberia, e ainda cerca de 4 mil pilotos e tripulantes da Vueling.
Diante do atual contexto, o grupo de companhias aéreas considera que o segundo trimestre produzirá dados “significativamente” piores (em abril e maio, reduziu sua capacidade em 94%) e garante que não tem dados suficientemente consistentes para avançar alguma indicação sobre os resultado anuais.
A IAG garante uma liquidez de 9.500 milhões de euros, que inclui 6.950 milhões de euros em dinheiro, ativos líquidos equivalentes e depósitos remunerados.














