A democratização da Inteligência Artificial (IA) está a colocar a transformação digital e a automação no centro das agendas das empresas, exigindo novas competências e funções especializadas.
Segundo o relatório Global Talent Shortage do ManpowerGroup, 76% dos empregadores enfrentam dificuldades em encontrar talento qualificado, especialmente no setor das tecnologias da informação (TI).
Perante este cenário, a Experis identificou três estratégias fundamentais para garantir que a transformação digital seja, acima de tudo, centrada nas pessoas.
- Reduzir o desfasamento no otimismo de líderes e trabalhadores
Em Portugal, 70% das lideranças sénior e intermédias acreditam que a IA terá um impacto positivo no futuro do trabalho, enquanto apenas 53% dos trabalhadores da linha da frente partilham esse otimismo, segundo dados da Experis. Para assegurar a adoção eficaz da tecnologia, é essencial envolver as equipas, promovendo uma cultura de inovação e aprendizagem contínua e garantindo que os profissionais se sintam valorizados e preparados. - Apostar no planeamento estratégico de talento
Com a evolução tecnológica, as organizações devem redefinir funções e identificar lacunas de competências. Programas de upskilling e reskilling tornam-se fundamentais, permitindo capacitar as equipas e integrar novas tecnologias de forma fluída, garantindo também o cumprimento de requisitos legais e éticos na gestão de dados de IA. - Utilizar a IA para acelerar a capacitação das equipas
A IA pode ser utilizada para mapear competências, orientar decisões de formação e criar percursos personalizados de desenvolvimento profissional. Além disso, apoia a mobilidade interna, sugerindo trajetórias de carreira alinhadas com as competências dos colaboradores, tornando a aprendizagem mais eficaz e motivadora.














