O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS) convocou para hoje uma greve para os trabalhadores da administração pública, devido à degradação das condições de trabalho e falta de valorização.
Em comunicado, a estrutura sindical disse que os trabalhadores da administração pública estão “fartos de baixos salários, de desvalorização das carreiras, de promessas vazias e de uma gestão que não reconhece a importância dos serviços públicos para a sociedade”.
O sindicato deu ainda conta de uma lista de reivindicações, em vários setores que começa pela “criação do estatuto do pessoal de ação educativa, garantindo condições dignas e estabilidade profissional” e pelo “fim da cedência unilateral de trabalhadores de ação educativa a entidades parceiras”.
Os trabalhadores exigem ainda a reposição da carreira de agente único de transportes coletivos, a implementação do cartão refeição na administração pública, com um valor diário de 10,20 euros, isento de impostos, e o cumprimento e revisão de acordos coletivos de trabalho e acordos de empresa, assegurando direitos adquiridos.
A lista de reivindicações passa ainda pela revisão do sistema de avaliação SIADAP, “garantindo a manutenção dos pontos adquiridos e a reposição dos pontos retirados injustamente”, bem como a sua regularização “referente aos períodos de 2019/2020 e 2021/2022”.
Por isso, são esperados impactos em serviços públicos nos setores da educação, saúde, Autoridade Tributária e Instituto dos Registos e do Notariado (IRN).
O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), que convocou esta greve, indicou à Lusa que é esperada uma “adesão em massa”.
“A greve é nacional, para todos trabalhadores, independentemente do vínculo e da carreira”, recordou Mário Rui, salientando que na educação, por exemplo, estão abrangidos assistentes operacionais, técnicos auxiliares, assistentes técnicos e professores, enquanto na saúde poderão aderir à greve profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos auxiliares de saúde e assistentes operacionais.
O dirigente sindical salientou que é esperada uma adesão maior do que a que se verificou em fevereiro, na última greve, apontando que já existe um maior interesse por parte dos trabalhadores, que tiram dúvidas e têm acesso a mais informação.
A greve dos trabalhadores abrangidos pelo âmbito estatutário do sindicato, “independentemente da natureza do vínculo, cargo, função ou setor de atividade, vinculados em regime de emprego público ou em regime laboral comum, integrados nas carreiras gerais, carreiras subsistentes, carreiras não revistas, incluindo a carreira de Polícia Municipal, e carreiras especiais”, decorre entre as 00:00 horas e as 24:00.














