Gestores portugueses acreditam que vão cumprir ou ultrapassar objetivos para 2024

Embora os efeitos de crises anteriores ainda estejam presentes, novas dificuldades, como a inflação, a escassez de talentos qualificados e a necessidade constante de inovação, têm exigido uma adaptação rápida pelas empresas portuguesas.

André Manuel Mendes
Novembro 29, 2024
10:51

Embora os efeitos de crises anteriores ainda estejam presentes, novas dificuldades, como a inflação, a escassez de talentos qualificados e a necessidade constante de inovação, têm exigido uma adaptação rápida pelas empresas portuguesas.

No entanto, apesar da incerteza, o Barómetro KAIZEN revela sinais de recuperação na confiança dos gestores portugueses. O grau de confiança registou uma subida, atingindo 12,61 em comparação com os 12,19 registados em abril de 2024.

De acordo com o estudo, 61% dos gestores acreditam que vão cumprir ou até ultrapassar os objetivos definidos para 2024, destacando a capacidade das empresas de se ajustarem e aproveitarem as oportunidades, mesmo num cenário económico em constante mudança.

A proposta de Orçamento do Estado para 2025 foi outro ponto discutido, mas 83% dos inquiridos afirmaram que as medidas propostas não têm impacto relevante nas necessidades das suas empresas. Apenas 14% considera que as iniciativas podem contribuir positivamente para o crescimento das organizações.

No entanto, a descida das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA (Fed) e pelo Banco Central Europeu (BCE) foi vista de forma positiva por 50% dos empresários, que acreditam que este decréscimo ajudará a reduzir os custos de endividamento.

Em relação à inflação, a maioria dos gestores considera as previsões realistas, com uma tendência decrescente esperada até o próximo ano. Contudo, o cenário de protecionismo crescente, com o aumento das tarifas comerciais, pode ter um impacto significativo na competitividade global, afetando até 6% do PIB mundial. Para enfrentar esses desafios, os líderes empresariais destacam a importância de investir em inovação e aumentar a eficiência operacional, estratégias mencionadas por 59% dos inquiridos.

O financiamento continua a ser um tema central, e embora a presença do Private Equity nas empresas portuguesas tenha aumentado, 73% dos líderes empresariais não veem essa forma de investimento como relevante para o crescimento das suas empresas. Em vez disso, 61% opta pelo financiamento bancário, uma estratégia mais conservadora que mantém maior controlo e autonomia.

O Barómetro KAIZEN também revela que, no contexto de crescimento global incerto, os gestores apontam a redução da carga fiscal (77%) e o investimento em inovação e tecnologia (61%) como medidas cruciais para fortalecer a resiliência das empresas e o potencial económico de Portugal. A transformação digital e os princípios ESG (ambientais, sociais e de governança) têm sido integrados de forma crescente nas estratégias empresariais, com 70% dos gestores a apostarem na automação de processos e 62% a focarem-se em análise preditiva para antecipar tendências e otimizar operações.

A produtividade continua a ser uma das maiores prioridades para as empresas portuguesas, com 59% dos gestores a apontarem-na como a sua principal aposta para 2025. A entrada em novos mercados (45%) e a melhoria da força de vendas (40%) também surgem como estratégias-chave para garantir a continuidade do crescimento, com foco na experiência do cliente ao longo de toda a sua jornada.

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