Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar mais de 1.000 jovens “nem-nem” para entrarem no mercado de trabalho

A Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar 14 projetos destinados a promover a qualificação e a empregabilidade de jovens entre os 16 e os 34 anos que não estudam, não trabalham ou se encontram em situações de emprego precário.

André Manuel Mendes
Fevereiro 3, 2026
10:47

A Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar 14 projetos destinados a promover a qualificação e a empregabilidade de jovens entre os 16 e os 34 anos que não estudam, não trabalham ou se encontram em situações de emprego precário.

A iniciativa, chamada “Gulbenkian Empregar”, visa beneficiar mais de mil jovens nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, no Algarve e na Região Autónoma dos Açores.

O programa apoia projetos inovadores apresentados por consórcios de entidades sem fins lucrativos, públicas ou privadas, que promovam literacias básicas, competências sociais, emocionais e técnicas, requalificação profissional, estágios, orientação profissional, apoio à legalização de imigrantes, estímulo ao autoemprego e expansão de redes locais de emprego. Foram privilegiados projetos com sustentabilidade a médio-longo prazo, diversidade de parcerias e potencial de replicação.

Selecionados após concurso e avaliação independente, os 14 projetos terão duração entre 12 e 18 meses e destacam-se pelo uso de intervenções personalizadas, mentoria, aprendizagem dual e estratégias de monitorização e continuidade. A iniciativa conta com o apoio de especialistas do ISCTE e da MAZE IMPACT e estabelece parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, visando futuras políticas públicas de qualificação e inclusão de jovens.

Apesar de a taxa de jovens NEET (não estudam, não trabalham e não estão em formação) em Portugal ter vindo a diminuir desde 2013, o problema mantém-se em grupos vulneráveis, como imigrantes e jovens das Regiões Autónomas, onde os índices podem ser até três vezes superiores à média nacional. Entre os fatores de risco estão o baixo nível de escolaridade, género, origem migrante, condições de saúde e baixo nível socioeconómico, com consequências significativas para o capital humano e o bem-estar social.

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