Uma das funcionárias da empresa de segurança a operar no centro de instalação temporária do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), estava presente na noite em que Ihor Homeniúk morreu, no aeroporto de Lisboa e contou à Polícia Judiciária (PJ) que já era habitual o uso da força neste tipo de situações, segundo a ‘SIC’.
No inquérito da força de segurança, a que a estação televisiva teve acesso, consta que a vigilante «apesar de não ser médica, e não ter conhecimentos médicos, julga que este cidadão não terá falecido por problemas respiratórios, mas sim em consequência das agressões de que foi vítima durante a manhã, agressões essas com origem nos três inspetores do SEF que estiveram na sala dos médicos».
Ainda que não tenha assistido às agressões neste caso concreto, a funcionária revelou à PJ, que por vezes, «para tentar acalmar as pessoas, os inspetores usam a força por forma a dominarem estes indivíduos, para os impedir de agredir outras pessoas ou de se agredirem».
A ‘SIC’ adianta ainda que tentou contactar a vigilante em questão mas sem sucesso, uma vez que esta se recusou a fazer qualquer comentário sobre o assunto.
Recorde-se que o cidadão ucraniano Ihor Homeniuk morreu, a 12 de março, nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto de Lisboa. O incidente levou à acusação de três inspetores do SEF por homicídio qualificado e ainda a um crime de detenção de arma proibida. O julgamento vai começar no próximo ano.
Na sequência desta situação já foram instaurados 13 processos disciplinares, havendo também quatro demissões no SEF: a diretora nacional Cristina Gatões, o inspetor do topo da carreira João Ataíde, e também Sérgio Henriques e Amílcar Vicente, que ocupavam os cargos de diretor e diretor adjunto de Fronteiras de Lisboa, respetivamente.














