Funcionária da empresa de segurança do SEF garante que uso era força era habitual

Uma das funcionárias da empresa de segurança do SEF, estava presente na noite em que Ihor Homeniúk morreu, no aeroporto de Lisboa.

Simone Silva
Dezembro 18, 2020
12:54

Uma das funcionárias da empresa de segurança a operar no centro de instalação temporária do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), estava presente na noite em que Ihor Homeniúk morreu, no aeroporto de Lisboa e contou à Polícia Judiciária (PJ) que já era habitual o uso da força neste tipo de situações, segundo a ‘SIC’.

No inquérito da força de segurança, a que a estação televisiva teve acesso, consta que a vigilante «apesar de não ser médica, e não ter conhecimentos médicos, julga que este cidadão não terá falecido por problemas respiratórios, mas sim em consequência das agressões de que foi vítima durante a manhã, agressões essas com origem nos três inspetores do SEF que estiveram na sala dos médicos».

Ainda que não tenha assistido às agressões neste caso concreto, a funcionária revelou à PJ, que por vezes, «para tentar acalmar as pessoas, os inspetores usam a força por forma a dominarem estes indivíduos, para os impedir de agredir outras pessoas ou de se agredirem».

A ‘SIC’ adianta ainda que tentou contactar a vigilante em questão mas sem sucesso, uma vez que esta se recusou a fazer qualquer comentário sobre o assunto.

Recorde-se que o cidadão ucraniano ​​​​​​​Ihor Homeniuk morreu, a 12 de março, nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no Aeroporto de Lisboa. O incidente levou à acusação de três inspetores do SEF por homicídio qualificado e ainda a um crime de detenção de arma proibida. O julgamento vai começar no próximo ano.

Na sequência desta situação já foram instaurados 13 processos disciplinares, havendo também quatro demissões no SEF: a diretora nacional Cristina Gatões, o inspetor do topo da carreira João Ataíde, e também Sérgio Henriques e Amílcar Vicente, que ocupavam os cargos de diretor e diretor adjunto de Fronteiras de Lisboa, respetivamente.

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