A Fidelidade participou, através do seu Impact Center for Climate Change (ICCC), no Grupo Consultivo externo que acompanhou a elaboração do mais recente policy brief da WWF sobre o insurance protection gap, ou seja, a diferença entre perdas económicas causadas por eventos climáticos extremos e as perdas efetivamente cobertas por seguros.
Tomé Pedroso, co-líder do ICCC, integrou o painel de peritos, contribuindo com feedback especializado durante o processo. A participação da seguradora reforça o seu compromisso em proteger pessoas e bens num contexto de riscos crescentes e alinhado com a Política do Ambiente e do Clima do Grupo, que inclui a conservação da biodiversidade e a mitigação dos impactos das alterações climáticas.
O relatório da WWF alerta que as alterações climáticas e a degradação de ecossistemas estão a enfraquecer as bases do sistema segurador, aumentando a exposição de ativos e comunidades a fenómenos como tempestades, cheias, secas, incêndios e ondas de calor. Além disso, a destruição de barreiras naturais, como florestas e zonas húmidas, amplifica os riscos, funcionando como agravante das perdas económicas.
Entre os dados destacados, a WWF aponta que apenas no verão de 2025, eventos meteorológicos extremos na União Europeia causaram 43 mil milhões de euros em perdas. Em áreas de desflorestação generalizada, o risco de cheias em grande escala pode aumentar até 700%, evidenciando como a perda de natureza amplifica riscos já pressionados pelo aumento da temperatura.
O contexto atual tem levado a um aumento dos prémios, restrições de cobertura e saídas de mercado em regiões de maior risco, agravando o insurance protection gap. Nos EUA, a percentagem de casas sem seguro subiu de 5% em 2019 para 12% em 2024, enquanto na Europa, desde 1980, apenas cerca de 20 a 25% das perdas por catástrofes têm sido seguradas.
O relatório sintetiza o impacto económico e social numa ideia-chave: “o que não é segurável não é financiável”, destacando efeitos em cadeia sobre crédito, hipotecas, valor de ativos e maior pressão sobre os orçamentos públicos, quando o Estado atua como segurador de último recurso.














