Exército da Coreia do Sul classifica ameaças do Norte como inaceitáveis

O exército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península, e avisou que responderá com firmeza a qualquer nova provocação.

Executive Digest com Lusa

O exército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península, e avisou que responderá com firmeza a qualquer nova provocação.

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Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificou na segunda-feira a situação na fronteira com a Coreia do Sul como grave, alertando que Pyongyang planeia mobilizar mais meios de “ataque tático” na região.

Kim Yo-jong afirmou, ainda, que o exército sul-coreano transmitiu 998 mensagens provocadoras através de altifalantes e efetuou 91 disparos de advertência perto da fronteira, entre 01 e 17 de outubro.

Seul classificou hoje as alegações da Coreia do Norte como inaceitáveis e acusou Pyongyang de “atribuir, sem fundamento, a responsabilidade pela escalada das tensões militares” às forças armadas sul-coreanas.

“É inaceitável que a Coreia do Norte tenha classificado, ontem [segunda-feira], as nossas medidas operacionais legítimas como uma ‘provocação'”, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, Jin Yong-sung, citado numa nota.

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O comunicado acrescenta que Jin ordenou ao exército que “reaja com firme determinação” caso a Coreia do Norte realize novas provocações.

As tensões entre as duas Coreias aumentaram recentemente, com o Norte, que possui armas nucleares, a intensificar os testes de armamento nos últimos dias, incluindo o de um sistema de torpedos de um “novo tipo” que diz usar inteligência artificial para detetar e seguir alvos.

A Coreia do Norte rejeitou as acusações de que seria responsável pela explosão de minas que feriu três soldados em setembro dentro da Zona Desmilitarizada, uma área tampão fortemente minada que separa as duas Coreias desde o armistício de 1953.

Uma investigação conjunta da Coreia do Sul e do Comando das Nações Unidas concluiu, já este mês, que a explosão foi provocada por minas norte-coreanas colocadas na região.

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