EUA reforçam sanções ao Hezbollah libanês para cortar o financiamento do Irão

Os Estados Unidos anunciaram hoje um reforço de sanções ao Hezbollah libanês, visando cortar o financiamento deste movimento próximo do Irão e considerado terrorista por Washington.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 11, 2026
0:20

Os Estados Unidos anunciaram hoje um reforço de sanções ao Hezbollah libanês, visando cortar o financiamento deste movimento próximo do Irão e considerado terrorista por Washington.


“Os Estados Unidos estão empenhados em apoiar o Estado e o povo libanês, denunciando e interrompendo o financiamento clandestino do regime iraniano ao Hezbollah”, afirmou o Departamento de Estado em comunicado.


“Ao financiar o Hezbollah, o Irão mina a soberania do Líbano e a capacidade do Governo libanês de trazer a estabilidade ao país”, acrescentou.


As sanções visam entidades afiliadas do Hezbollah “que continuam a explorar o sector financeiro informal do Líbano para gerar receitas” para o movimento, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano.


Têm como alvo específico a empresa de comércio de ouro Jood SARL, afiliada da Al-Qard al-Hassan, uma empresa de microcrédito ligada ao Hezbollah, bem como um agente da equipa financeira do movimento sediada no Irão.


Esta organização afiliada do Hezbollah, já sujeita a sanções norte-americanas, presta serviços bancários a centenas de milhares de utilizadores.


As sanções de Washington congelam todos os bens detidos nos Estados Unidos pelos indivíduos e entidades visados.


Proíbem também qualquer empresa ou cidadão norte-americano de fazer negócios com eles, sob pena de também serem submetidos a sanções.


O Hezbollah libanês, enfraquecido após a guerra com Israel em 2024, está sob intensa pressão para se desarmar e deixar de ser um poder militar paralelo ao do governo central.


Diversos países e organizações consideram o Hezbollah uma organização terrorista, sem fazerem distinção entre as alas política e militar, que consideram uma única entidade indissociável.


Neste grupo incluem-se Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Países Baixos, Argentina, Colômbia, Israel, Liga Árabe (22 Estados-membros) e Conselho de Cooperação do Golfo (incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait).


União Europeia, França e outros países designam o braço armado do Hezbollah como terrorista, mantendo “diálogo político” com o movimento pró-iraniano.


Os aliados regionais do Irão integram o chamado Eixo da Resistência, uma aliança política e militar informal, mas altamente coordenada no objetivo de contrariar a influência ocidental e opor-se ao Estado de Israel no Médio Oriente. 


Além do Hezbollah no Líbano e da Guarda Revolucionária Islâmica no Irão, o eixo inclui no Iémen o movimento Ansar Allah (Huthis), a Resistência Islâmica no Iraque (RII) que agrega várias milícias xiitas e o Hamas e Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) nos territórios palestinianos. 


Nos últimos anos, a coligação enfrentou mudanças estruturais significativas — principalmente com a queda no final de 2024 do regime de Bashar Al-Assad na Síria, cujo território era usado para introduzir armas no Líbano e territórios palestinianos, e a destruição da capacidade ofensiva do Hezbollah e Hamas por Israel, na sequência da resposta por este país aos ataques por estes movimentos contra o seu território. 


 

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