Estado de emergência. Maioria dos portugueses está contra a libertação de presos

Em causa está o perdão parcial de penas até dois anos, um regime especial de indulto, a autorização de saídas administrativas extraordinárias e a antecipação excecional da liberdade condicional.

Executive Digest
Abril 18, 2020
10:12

A maioria dos portugueses não concorda com a libertação de presos em Portugal por causa da Covid-19, segundo apurou uma sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã. Em causa está o perdão parcial de penas até dois anos, um regime especial de indulto, a autorização de saídas administrativas extraordinárias e a antecipação excecional da liberdade condicional.

Neste inquérito, 53,6% dos entrevistados discordam da decisão tomada pelo Governo para evitar a propagação do coronavírus nas prisões.

Pouco mais de um terço dos inquiridos (37,2%) considera que a opção do Executivo é correta e 9,1% não sabe ou não responde.

Os homens (54,2%) estão mais em desacordo do que as mulheres (53,1%) com medidas que, até às 18h de quinta-feira, data dos últimos dados conhecidos, permitiram a saída precoce de 1164 reclusos.

Por idades, a diferença de opinião é mais acentuada: 60,6% das pessoas dos 18 aos 34 anos discordam da libertação de presos, percentagem que cai para 46,7% entre os indivíduos com 55 ou mais anos.

Por regiões, os residentes no Algarve são quem mais critica a opção: 65,4%. No extremo oposto estão os habitantes do Centro (50,3%), de Lisboa (52,9%) e do Norte (53,1%).

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