Empresas portuguesas financiam propinas de alunos do Técnico para impulsionar a transição energética

Pelo segundo ano consecutivo, várias empresas portuguesas do setor dos recursos minerais e energéticos vão assegurar o pagamento integral das propinas dos estudantes do 1.º ano da licenciatura em Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico (IST).

André Manuel Mendes
Julho 14, 2025
13:02

Pelo segundo ano consecutivo, várias empresas portuguesas do setor dos recursos minerais e energéticos vão assegurar o pagamento integral das propinas dos estudantes do 1.º ano da licenciatura em Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico (IST).

Destina-se aos que ingressarem pelo Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior e, além disso, pelo menos 25% das bolsas serão atribuídas para os três anos do curso, destinando-se aos alunos com médias mais elevadas.

Esta medida insere-se no programa Recursos+, uma parceria entre o Técnico e o setor empresarial, criada para responder aos desafios globais da transição energética, onde os recursos minerais e energéticos assumem um papel central.

Estas bolsas são, nas palavras de Maria João Pereira, presidente do Departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos do Técnico “muito mais do que um mecanismo de apoio ao ensino superior. São um sinal claro de confiança no futuro e de visão estratégica para o desenvolvimento do país”. A professora do Técnico realça ainda “a valorização concreta de uma área de formação essencial para enfrentar os desafios da sustentabilidade, da inovação tecnológica e da autonomia energética europeia” que este apoio significa.

Durante o curso, os estudantes beneficiam de contacto direto com o setor empresarial através de visitas técnicas, seminários, estágios de verão e projetos aplicados. No mestrado, essa ligação é reforçada por estágios curriculares e projetos desenvolvidos em parceria com as empresas, facilitando a integração dos futuros engenheiros nas dinâmicas e desafios do setor.

Além da formação académica, os alunos encontram um ambiente dinâmico e colaborativo, com mais de 40 núcleos estudantis e atividades extracurriculares, que complementam a preparação técnica e estratégica para uma carreira de impacto.

Entre as áreas em maior destaque no curso estão a exploração de matérias-primas críticas para tecnologias verdes, engenharia geotécnica, valorização de resíduos minerais, armazenamento geológico de CO₂ e hidrogénio, geotermia profunda e digitalização da indústria mineral e energética.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.