Para além da língua, muitos outros fatores continuam a ligar Portugal e o Brasil, e um deles é a Agricultura. António Montenegro Fiúza é presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, sublinha a importância desta atividade económica para os países.
De acordo com o responsável, em Portugal, “depois de décadas de abandono e de uma crise que todos vaticinavam como irreversível, hoje a produção agrícola é parte significativa das exportações e da balança comercial”, graças a produtos que se souberam afirmar num mercado internacional altamente competitivo, seja o vinho ou o azeite, passando pelos chamados frutos vermelhos ou os legumes.
Já no caso do Brasil, o país é hoje “um dos mais importantes celeiros do mundo, alimentando milhões de pessoas nos dois hemisférios”, com uma produção onde se destacam produtos não só tradicionais, mas passando pelos cítricos e a soja.
“Hoje, num mundo globalizado, com população em crescimento galopante, a produção de alimentos tornou-se um campo de aposta de grande relevo. Nenhum setor político pode desprezar um tema que salva-vidas e pode ser tão importante para a sustentabilidade”, diz António Montenegro Fiúza num texto escrito na Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.
Assim, a produção agrícola é hoje responsabilidade social e sustentabilidade, e “num mundo globalizado, em que vivemos constantemente a tensão entre a inovação e a tradição, entre a necessidade de crescer e, ao mesmo tempo, de preservar o meio ambiente, os caminhos a trilhar devem ser no campo da criação de redes e da troca de experiências.
António Montenegro Fiúza apela à relação entre Portugal e o Brasil neste âmbito, sublinhando que “nada se faz sozinho, nada se constrói isoladamente. Todos os setores de uma sociedade moderna são necessários. Apenas num trabalho coletivo, unindo a tradição e a inovação, se pode prosperar, respondendo aos desafios da sobrevivência”.














