Em Portugal, “a produção agrícola é parte significativa das exportações e da balança comercial”, diz Presidente da CPCI do Rio de Janeiro

Para além da língua, muitos outros fatores continuam a ligar Portugal e o Brasil, e um deles é a Agricultura. António Montenegro Fiúza é presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, sublinha a importância desta atividade económica para os países.

André Manuel Mendes
Agosto 28, 2023
9:46

Para além da língua, muitos outros fatores continuam a ligar Portugal e o Brasil, e um deles é a Agricultura. António Montenegro Fiúza é presidente da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, sublinha a importância desta atividade económica para os países.

De acordo com o responsável, em Portugal, “depois de décadas de abandono e de uma crise que todos vaticinavam como irreversível, hoje a produção agrícola é parte significativa das exportações e da balança comercial”, graças a produtos que se souberam afirmar num mercado internacional altamente competitivo, seja o vinho ou o azeite, passando pelos chamados frutos vermelhos ou os legumes.

Já no caso do Brasil, o país é hoje “um dos mais importantes celeiros do mundo, alimentando milhões de pessoas nos dois hemisférios”, com uma produção onde se destacam produtos não só tradicionais, mas passando pelos cítricos e a soja.

“Hoje, num mundo globalizado, com população em crescimento galopante, a produção de alimentos tornou-se um campo de aposta de grande relevo. Nenhum setor político pode desprezar um tema que salva-vidas e pode ser tão importante para a sustentabilidade”, diz António Montenegro Fiúza num texto escrito na Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

Assim, a produção agrícola é hoje responsabilidade social e sustentabilidade, e “num mundo globalizado, em que vivemos constantemente a tensão entre a inovação e a tradição, entre a necessidade de crescer e, ao mesmo tempo, de preservar o meio ambiente, os caminhos a trilhar devem ser no campo da criação de redes e da troca de experiências.

António Montenegro Fiúza apela à relação entre Portugal e o Brasil neste âmbito, sublinhando que “nada se faz sozinho, nada se constrói isoladamente. Todos os setores de uma sociedade moderna são necessários. Apenas num trabalho coletivo, unindo a tradição e a inovação, se pode prosperar, respondendo aos desafios da sobrevivência”.

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