O Ministério Público (MP) solicitou esta sexta-feira a suspensão de funções António Mexia, presidente da EDP, de acordo com a SIC’.
Para além de Mexia, o pedido de suspensão estende-se também a Manso Neto, o administrador da empresa, seguindo as medidas de coação apresentadas hoje pelo procurador ao juiz Carlos Alexandre, cuja decisão deve sair na próxima semana.
A decisão do MP vai para além do pedido de suspensão, o organismo exigiu também a proibição de viagens para os estrangeiro, para ambos, com a obrigatoriedade de entrega do passaporte, bem como a interdição de entrada em todos os edifícios da EDP e o contacto com algumas pessoas.
Por último, segundo a ‘SIC’, o MP solicita ainda o pagamento de uma caução no valor de dois milhões de euros a António Mexia e de um milhão de euros a Manso Neto.
Recorde-se que esta manhã o Correio da Manhã (CM) dava conta de que a presidência temporária da EDP podia passar para Miguel Stilwell de Andrade, administrador financeiro da EDP.
Contactada pela Executive Digest, fonte da EDP recusou-se a fazer comentários sobre a notícia do “CM”.
De acordo com o jornal, que cita o regulamento interno de funcionamento do Conselho de Administração Executivo da EDP, quando o presidente António Mexia tiver um «impedimento temporário» será substituído pelo vice-presidente, se o houver (no caso da EDP não há) ou pelo vogal a quem seja atribuída essa função.
Ao que o “CM” apurou, Miguel Setas, presidente da EDP Brasil, poderia ser uma opção. No entanto, está no Brasil e, devido à pandemia do novo coronavírus, encontra-se impossibilitado de se deslocar em segurança a Portugal.
Assim sendo, a substituição temporária de Mexia poderá recair sobre Miguel Stilwell de Andrade, que ocupa as funções de administrador financeiro da EDP, conclui o jornal.
O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal e tem cinco arguidos: António Mexia, João Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, o ex-ministro Manuel Pinho, o administrador da REN e antigo consultor de Pinho, João Faria Conceição, e Pedro Furtado, responsável de regulação na empresa gestora das redes energéticas.
O inquérito investiga práticas de corrupção e participação económica em negócio nos procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).














