É oficial: França reduz tempo de quarentena para metade. Governo tem novas medidas de combate à Covid-19

O Governo francês decidiu, esta sexta, reduzir o período de quarentena para metade, passando dos 14 dias para apenas sete.

Simone Silva
Setembro 11, 2020
16:51

O Governo francês decidiu, esta sexta-feira, reduzir o período de quarentena para metade, passando dos 14 dias para apenas sete, de acordo com o anúncio feito há instantes pelo primeiro-ministro francês, Jean Castex.

Em conferência de imprensa o responsável referiu que «o período durante o qual existe um risco real de contágio» será então reduzido para sete dias. «É fundamental que todos respeitem rigorosamente esse isolamento, que serve para travar a pandemia», acrescentou.

Outra das medidas anunciadas foi o reforço dos circuitos prioritários para os grupos de risco, nomeadamente no que diz respeito à testes e rastreamento de contactos. «O outro pilar da nossa estratégia é fazer uma triagem massiva e assim quebrar as cadeias de contágio», afirma, sublinhando que apesar de o país ter uma elevada capacidade de testagem os tempos de espera são «excessivos».

Por esse motivo, «para os grupos prioritários, vamos reforçar os circuitos de triagem. Desta forma, os laboratórios reservam-lhes determinados horários e iremos assegurar, sempre que houver necessidade, e em particular nas grandes cidades, a instalação de tendas de rastreio que também lhes serão dedicadas», explica.

O Conselho de Defesa francês elevou para 42 o número de departamentos com circulação activa do vírus, classificados como «vermelhos», uma subida face aos 28 que se verificavam anteriormente. Esta classificação permite desencadear medidas adicionais para reduzir os riscos de transmissão, nomeadamente ao nível do uso de máscaras, reuniões, grandes eventos ou horários de funcionamento de determinados estabelecimentos, explicou Castex.

O primeiro-ministro sublinhou ainda a necessidade de implementar estratégias locais, adaptadas a cada território: «Como sempre disse, as medidas não devem ser decididas em Paris. Estamos a manter este método que nos deve permitir agir sem esperar que as coisas piorem», afirmou.

O responsável também anunciou a contratação de mais duas mil pessoas para realizar o rastreamento de contactos. O primeiro-ministro francês apela a todos para «terem sentido de responsabilidade» e pediu aos idosos em particular que tenham «o maior cuidado no dia a dia».

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