Com o aumento da popularidade de séries como Fallout e Silo, a ideia de viver no subsolo deixou de ser apenas ficção científica e tornou-se uma realidade para alguns dos mais ricos do mundo. Num cenário de crescente instabilidade política e receios de guerra nuclear, figuras como Mark Zuckerberg estão a apostar em complexos subterrâneos para garantir segurança e continuidade do seu legado.
A construção de bunkers não é uma novidade. Durante a Guerra Fria, muitos países investiram em abrigos para proteger as suas populações. A Suíça, por exemplo, conta com cerca de 374 mil bunkers. No entanto, com o Relógio do Juízo Final cada vez mais próximo da meia-noite, a procura por espaços subterrâneos de luxo voltou a crescer.
A pandemia de Covid-19 reacendeu o interesse por refúgios isolados, mas o fator decisivo parece ser a instabilidade geopolítica. A crescente tensão entre líderes como Donald Trump, Vladimir Putin e Kim Jong Un faz com que os mais abastados ponderem investir em locais seguros para si e para as suas famílias.
Um dos casos mais mediáticos é o de Mark Zuckerberg, fundador da Meta. Em 2023, um relatório da Wired revelou detalhes sobre um vasto complexo em Kauai, no Havai, onde supostamente estaria a ser construído um abrigo subterrâneo. A propriedade, conhecida como Koolau Ranch, inclui duas mansões e um bunker acessível por um túnel privado, equipado com geradores de energia, reservas de alimentos e até uma escotilha de fuga. O investimento total poderá ultrapassar os 258 milhões de euros.
Apesar das especulações, Zuckerberg negou que se trate de um bunker apocalíptico. Em entrevista à Bloomberg, o multimilionário afirmou tratar-se de um “pequeno abrigo” ou “porão”, subestimando a magnitude do projeto.














