A fábrica da Tupperware em Constância foi apanhada no colapso financeiro do grupo norte-americano, que enfrentava graves dificuldades económicas. Com a venda da Tupperware a um grupo de credores nos EUA, a unidade portuguesa ficou excluída da operação e perdeu o direito de utilizar a marca a partir de 8 de janeiro de 2025, deixando em risco os 192 trabalhadores da fábrica.
A situação financeira da Tupperware Lusitana deteriorou-se devido a créditos intragrupo no valor de 21,9 milhões de euros, cuja recuperação se tornou improvável face à crise global da empresa, revela o ‘Negócios’. A gestão tentou negociar a continuidade da fábrica junto dos novos proprietários da marca, mas sem sucesso. Em 14 de janeiro, numa reunião em Nova Iorque, foi confirmada a exclusão da operação portuguesa do plano de reestruturação do grupo.
Sem receitas e com apenas 433 mil euros em caixa, a empresa ficou sem capacidade para cumprir as suas obrigações. A insolvência foi formalmente apresentada a 7 de fevereiro e declarada pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa no dia 10. Além das indemnizações de cerca de cinco milhões de euros para os trabalhadores, a fábrica acumula uma dívida total de 2,31 milhões de euros, sendo a Gráfica Ideal de Águeda e o BCP os principais credores comuns.














