Assinala-se esta quarta-feira, 25 de maio, o Dia Mundial da Tiroide, uma pequena glândula em forma de borboleta que fica na base do pescoço. É responsável por libertar hormónios que regulam a sua frequência cardíaca, tensão arterial, peso e temperatura corporal.
Para o assinalar, lembramos alguns sinais a que deve estar atento e que podem significar que algo não está bem, sendo indícios de cancro. Mas primeiro importa explicar como tudo se processa.
As células que constituem um tecido normal crescem e dividem-se à medida que vai sendo necessário, de forma controlada, com o objetivo de substituírem as células envelhecidas e assim preservar a função da tiroide, neste caso.
Durante este processo, que é continuo, uma das células pode sofrer uma ou mais mutações genéticas, fazendo com que a sua divisão deixe de ser regulada, passando a ser excessiva e dando origem a um tumor.
E como saber se pode ou não estar nessa situação? Os estágios iniciais do cancro de tiroide podem não causar nenhum sintoma, com o primeiro sinal de alerta geralmente a ser apenas uma dor e inchaço no pescoço.
Outros sintomas incluem: Alterações na voz, incluindo aumento da rouquidão; dificuldade em engolir; um caroço (nódulo) que pode sentir através da pele do pescoço; linfonodos inchados no pescoço e tosse.
Felizmente, o cancro da tiroide é altamente tratável, mesmo se estiver num estágio mais avançado – mas, como com qualquer outro, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor.
Este tipo de cancro afeta mais mulheres – que tendem a contraí-lo entre os 40 e 50 anos – do que os homens, que geralmente o desenvolvem mais tarde, aos 60 ou 70 anos. Também pode afetar pessoas mais jovens.
De acordo com o site médico WebMD, existem quatro tipos. O primeiro e mais comum é o papilar, encontrado em até 80% de todos os casos. Geralmente cresce lentamente, mas espalha-se para os gânglios linfáticos do pescoço.
Há ainda o folicular, a segunda forma mais comum, que pode espalhar-se para os gânglios linfáticos e também é mais provável que se espalhe para os vasos sanguíneos.
Em terceiro lugar está o medular, muito mais raro, representando apenas 4% de todos os casos. É mais provável que seja encontrado num estágio inicial porque produz um hormónio chamado calcitonina, percetível logo nos resultados dos exames de sangue.
Por último, há anaplásico, que muitas vezes é o mais grave, uma vez que é agressivo ao espalhar-se rapidamente para outras partes do corpo. É o mais difícil de tratar, mas felizmente raro.













