A descarbonização da indústria e o reforço da competitividade empresarial representam uma oportunidade estratégica de desenvolvimento económico para a Península Ibérica, afirmou António Brufau, presidente da Repsol.
Na conferência “Rumo ao Net Zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria”, que decorreu no Auditório da Administração do Porto de Sines e do Algarve, António Brufau alertou para os desafios que a indústria europeia enfrenta num contexto de incerteza geopolítica e perda de competitividade, referindo os relatórios Draghi e Letta. “Num cenário em que os riscos geopolíticos podem alterar rapidamente os mercados e as cadeias de valor, é fundamental proteger a indústria e o emprego na Europa, apostando num quadro regulatório que incentive a inovação, os investimentos e a transição energética”, afirmou, defendendo políticas energéticas pragmáticas e tecnologicamente orientadas.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, sublinhou a relevância do investimento da Repsol em Portugal. “É Portugal — e o Governo português — que têm de agradecer à Repsol a decisão de investir e confiar no nosso país, num investimento de interesse nacional que merece pleno reconhecimento. Associo-me com muito gosto a esta iniciativa, que reforça o papel de Sines como um destino de investimento único, pela natureza do seu porto, pela dimensão da sua plataforma industrial e pela complementaridade entre empresas, sendo a energia um fator cada vez mais diferenciador.”
Após o encerramento da conferência, Manuel Castro Almeida realizou a sua primeira visita oficial ao Complexo Industrial da Repsol em Sines, acompanhado pelo presidente da empresa, pelos embaixadores de Portugal e de Espanha, pelo secretário de Estado da Economia e outras autoridades. A visita permitiu acompanhar o progresso do Projeto Alba, um investimento de 657 milhões de euros classificado como Projeto de Interesse Nacional, considerado o maior investimento industrial realizado em Portugal na última década.
A delegação visitou ainda as infraestruturas de energias renováveis associadas à descarbonização da unidade, incluindo o local do maior eletrolisador aprovado pela Repsol em Portugal para produção de hidrogénio renovável, bem como a central fotovoltaica.
Com mais de 1.300 trabalhadores diretos em Portugal, a Repsol reforça o seu posicionamento como um dos principais pilares da economia nacional, integrando o top 10 das maiores empresas em volume de faturação e figurando entre os principais exportadores portugueses para mais de 50 países. A estratégia multienergética da empresa inclui já combustíveis 100% renováveis em 71 postos de abastecimento e projetos de biodiversidade, como o Green Engine + Forest.





