O CEO da Danone, Emmanuel Faber, anunciou que pretende eliminar os negócios que estão a ter um baixo desempenho, de forma a recuperar os resultados o mais rapidamente possível, já que as ações da fabricante francesa de iogurtes estão quase no mínimo dos últimos seis anos.
Entre outras decisões, no sentido de ‘limpar’ e ficar com um novo portefólio de negócios, a empresa está a estudar a venda da marca Vega, bem como de uma unidade na Argentina, ativos com receitas de 500 milhões de euros, avança a ‘Bloomberg’.
Faber afirmou, esta segunda-feira, que algumas divisões podem sofrer cortes entre os 20% e os 30% na produção dos respetivos produtos, acrescentando ainda que os desinvestimentos serão “podas” para um futuro mais ‘saudável’, e descartou a saída de qualquer uma das categorias existentes da empresa (lácteos e produtos à base de plantas, nutrição especializada e água engarrafada).
A Danone tem lutado, nos últimos anos, num mercado europeu, cada vez mais competitivo, de alimentos, com os preços do leite em alta e concorrentes iniciantes como a Chobani nos Estados Unidos a agitar bastante as águas.
A empresa perdeu cerca de um quarto do seu valor de mercado em 2020.
Duas semanas após a venda de 470 milhões de euros de uma participação na fabricante de bebidas japonesa Yakult Honsha Co., Faber estará ainda a ultimar mais desinvestimentos. Uma missão que pode tornar-se mais fácil à medida que a empresa muda para um sistema de gestão focado na geografia em vez de grupos de produtos.
A Danone anunciou estas medidas a par da divulgação de uma queda de 2,5% na receita do terceiro trimestre, em termos homólogos, dando ainda nota de que a diretora financeira Cecile Cabanis está de saída.
Segundo o CEO, a empresa também irá rever fábricas, logística, fornecimentos e frotas de forma a torná-los mais eficientes, disse o CEO.
Com este anúncio, as ações subiram 1,4% em Paris até uma interrupção das negociações em todo o mercado na Euronext.













