A Autoridade Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) não deverá aprovar a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford em janeiro, informou o diretor executivo-adjunto Noel Wathion da EMA.
“Eles [a AstraZeneca e Oxford] ainda nem sequer apresentaram um pedido à Autoridade Europeia do Medicamento”, disse o responsável numa entrevista ao jornal belga Het Nieuwsblad esta terça-feira.
Os reguladores europeus apenas receberam algumas informações sobre a vacina, disse. “Nem sequer o suficiente para justificar uma licença de comercialização condicional. Precisamos de dados adicionais sobre a qualidade da vacina e, depois disso, a empresa tem de se candidatar formalmente”, justificou.
Isto torna “improvável” que uma aprovação já pudesse ser concedida no próximo mês, em janeiro.
Na semana, a AstraZeneca informou que a vacina deveria ser eficaz contra a nova variante do coronavírus, identificada pela primeira vez no Reino Unido. Acrescentou que estavam em curso estudos para sondar completamente o impacto da estirpe de SARS-CoV-2.
Porém, no Reino Unido, a vacina da AstraZeneca será provavelmente lançada na próxima semana se for aprovada nos próximos dias. O país ficará, assim a contar com mais uma vacina, além da da Pfizer-BioNTech.
No dia 8 de dezembro, uma análise conjunta dos resultados preliminares da vacina da Universidade de Oxford e AstraZeneca confirmou uma eficácia média de 70,4%, mas que pode ir até 90% se as doses forem variadas, de acordo com um artigo publicado na revista especializada Lancet.
O estudo foi o primeiro a ser publicado após a análise por outros cientistas [‘peer reviewed’] aos resultados preliminares da fase 3 de uma vacina contra o SARS-CoV-2, a partir de testes clínicos feitos com 11.636 voluntários no Reino Unido e no Brasil.














