Covid-19: Mundo perdeu 245 milhões de empregos. Europa só recupera PIB em 2022

Estas são algumas das conclusões do recente estudo “Navigating the Delta Variant and the Future of COVID-19”, publicado pela Boston Consulting Group.

Fábio Carvalho da Silva
Setembro 28, 2021
11:23

A recuperação dos valores do PIB de 2019 na Europa só se deverá verificar em 2022, enquanto que em países como os EUA ou a China, esta acontecerá de forma mais acelerada. A título de exemplo, na China, é esperado que se atinja, em 2022, um PIB 13 a 21% acima dos valores de 2019.

Estas são algumas das conclusões do recente estudo “Navigating the Delta Variant and the Future of COVID-19”, publicado pela Boston Consulting Group.

A consultora estima que, durante a pandemia, 245 milhões de empregos tenham sido perdidos.

Em Portugal, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) está otimista quanto à evolução da economia portuguesa neste e no próximo ano, prevendo que um crescimento do PIB de 4,7% já este ano e de 5,1% em 2022.

A projeção consta do relatório “Perspetivas Económicas e Orçamentais 2021-2025”, divulgado esta quinta-feira, que atualiza a recuperação da economia portuguesa, face a uma contração de 7,6% registada 2020, uma perspetiva mais animadora do que a traçada no início do ano – 3,3% em 2021 e 4,9% em 2022.

“Esta revisão em alta resulta da incorporação do contributo da aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dos desenvolvimentos económicos a partir do 2.º trimestre de 2021 e do levantamento das restrições à atividade económica num país com uma das mais elevadas taxas de cobertura vacinal do mundo”, justifica o CFP em comunicado.

O estudo mostra ainda como os receios associados ao surgimento de novas variantes e aos números de vacinados internados poderão ser ilusórios. Apesar dos claros impactos sociais e económicos da pandemia, a vacinação mostra-se eficaz e o prevalecimento de novas estripes improvável.

Perante este cenário, começa a observar-se o regresso aos escritórios e espaços de trabalho fixos e a BCG adianta qual está a ser a postura dos líderes das empresas para o regresso ao trabalho presencial.

As empresas que, até agora, não solicitavam provas como testes ou certificados de vacinação, começaram a pedi-los para que os colaboradores regressassem aos seus cargos.

Em julho deste ano, 30% dos empregadores já pediam certificado de vacinação para voltar ao escritório, número que em maio se consolidava entre os 10 e 15%.

A covid-19 provocou 232.066.390 de infeções em todo o mundo e 4.75. 480 mortes. Cerca de 44,7% da população mundial já recebeu pelo menos a primeira dose da vacina contra o Coronavírus, de acordo com a plataforma ‘Our World in Data’.

 

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