O secretário de estado adjunto e da saúde, António Lacerda Sales, disse esta segunda-feira que espera conseguir um total de mais de 2.100 ventiladores até ao final do ano. Em declarações aos jornalistas em direto de Leiria, o responsável falou sobre estes equipamentos.
«Não basta chegar, é preciso serem certificados e reavaliados para ver se tudo está a funcionar em pleno, há cerca de 204 nessas condições e portanto muito em breve, depois desta avaliação serão obviamente entregues aos hospitais», disse Lacerda Sales.
Quando questionado sobre se estaria a faltar um adaptador para ligar os aparelhos ao sistema, o secretário de estado admitiu que em alguns casos tratava-se desse situação, noutros não. «Há aqui um misto, alguns deles sim precisavam desse adaptador e estamos em condições de, até ao final do ano, poder ter mais de 2.100 ventiladores no global», adiantou.
Sobre possíveis dificuldades em estabelecer contratos de aquisição destes equipamentos, Lacerda Sales indica que desde o início, «como em todos países da Europa, temos tido algumas dificuldades de aquisição, o que temos feito é um esforço no sentido de as aquisições serem correspondidas para chegar o mais rapidamente possível a Portugal».
«O que posso dizer é que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem respondido coma sua resistência, com a sua resiliência e portanto ao nível dos doentes de ventilação mecânica temos muitas camas, temos cerca de 650 camas afetas a Covid com uma taxa de ocupação na ordem dos 80%», afirma Lacerda Sales.
Sem se «querer antecipar às medidas tomas no próximo Conselho de Ministros», o secretário de estado refere que no contexto global da pandemia, o aumento do número de óbitos «será uma das matérias a considerar e as medidas serão tomadas em função disso mesmo».
Lacerda Sales aproveita para deixar um apelo à população para que na altura do Natal tenham atenção aos seus comportamentos, que «serão decisivos para o sucesso». Este, indica, «não será com certeza um Natal igual aos outros, mas os portugueses aderem a esta mensagem e vão perceber que para termos outras épocas festivas com as nossas famílias, temos de nos resguardar este ano».
Sobre a atuação do Governo, refere, que têm sido tomadas «as medidas certas na altura certa» e acrescenta que se for necessário «puxar o travão de mão» o Governo «não hesitará», procurando equilibrar o controlo da pandemia com o bem-estar dos portugueses.
«Temos uma curva descendente, ainda com uma incidência alta e número de óbito alto, que era exatamente o que esperávamos», afirma Lacerda Sales. «Está dentro daquilo que os nosso epidemiologistas nos têm dito», acrescenta.














