A Eslovénia tornou-se o primeiro país europeu a declarar o fim do pandemia, depois de concluído que «todos os indicadores apontam para um abrandamento da propagação do vírus na população».
De acordo com dados do Ministério da Saúde da Eslovénia, na quinta-feira foi confirmado apenas um novo caso de coronavírus, não tendo sido registadas vítimas mortais.
Nas últimas duas semanas, apenas 35 pessoas tinham sido infectadas por Covid-19, segundo a autoridade de saúde nacionais. Já o indicador R0 está abaixo de 1 – ou seja, o surto está a diminuir.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro primeiro ministro Janez Jansa disse ao Parlamento que a Eslovénia «tem o melhor quadro epidemiológico da Europa».
Apesar de ter declarado o fim da pandemia, o Governo informou que irá manter em vigor medidas como a realização de testes em larga escala, o rastreio de contactos e a proibição de ajuntamentos. O uso de máscara em espaços públicos também continua a ser obrigatória, pelo menos, até ao final do mês. Está marcada para 31 de Maio uma reunião de balanço. na pendência de uma revisão em 31 de Maio.
No entanto, a Eslovénia irá aligeirar algumas das medidas, designadamente nas fronteiras. Os cidadãos da União Europeia (UE) que entrarem no país deixarão de estar sujeitos a quarentena obrigatório, desde que não tenham estado fora da UE por um período superior a duas semanas.
Todos os outros cidadãos estrangeiros que entrem na Eslovénia terão de cumprir um período de isolamento de 14 dias.
Os eslovenos que apresentem sintomas de Covid-19 ou que tenham tido resultados positivos no teste ao novo coronavírus serão aconselhados pelas forças de segurança a contactar as autoridades de saúde. Já os cidadãos estrangeiros portadores do vírus não serão autorizados a atravessar a fronteira.
A Eslovénia contabiliza, neste momento, 1.464 casos de infecção por coronavírus e 103 vítimas mortais, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.














