Os atrasos as farmacêuticas que produzem vacinas contra a Covid-19 contribuíram para uma redução para cerca de metade, das doses entregues em Portugal. A confirmação foi dada ao ‘Negócios’ pelo coordenador do Plano Nacional de Vacinação, Francisco Ramos.
Segundo a mesma publicação, estavam previstas inicialmente no plano de vacinação cerca de quatro milhões de doses de vacinas a ser entregues no nosso pais no primeiro trimestre de 2021. Contudo, com os atrasos, Portugal já só deve receber cerca de dois milhões até março.
Para além disso, prevê-se ainda que existam mais alterações ao plano inicial, fazendo com que o calendário previsto para as entregas não seja cumprido, segundo confirmou Francisco Ramos ao ‘Negócios’. Assim, Portugal vai receber menos doses da BioNTech/Pfizer, da AstraZeneca e da Janssen, do que o previsto.
O responsável adianta que Portugal «chegou a contar com 1,5 milhões de doses de vacinas da BioNTech/Pfizer até março», no entanto, espera-se que agora esse número não vá além das 200 mil. No que diz respeito à vacina da Moderna, o calendário deverá ser cumprido, isto porque já só estava previsto receber 227 mil doses no primeiro trimestre deste ano, o resto chega mais tarde.
Depois relativamente à AstraZeneca, o plano inicial contava com uma entrega de 1,4 milhões de doses em Portugal, um número que agora também deverá ser reduzido, para cerca de metade, 700 mil, uma vez que a empresa já admitiu à Comissão Europeia não conseguir cumprir o calendário indicado.
Havia ainda cerca de um milhão de doses de vacinas da Janssen/J&J que supostamente chegavam até março, mas atualmente «a melhor das estimativas aponta para entrega em junho», segundo o responsável do plano de vacinação, citado pelo ‘Negócios’.














