Covid-19: Atrasos das farmacêuticas reduzem para metade número de vacinas que chegam a Portugal

Estavam previstas inicialmente no plano de vacinação cerca de quatro milhões de doses de vacinas a ser entregues no nosso pais no primeiro trimestre de 2021. Contudo, com os atrasos, Portugal já só deve receber cerca de dois milhões até março.

Revista de Imprensa
Janeiro 28, 2021
9:57

Os atrasos as farmacêuticas que produzem vacinas contra a Covid-19 contribuíram para uma redução para cerca de metade, das doses entregues em Portugal. A confirmação foi dada ao ‘Negócios’ pelo coordenador do Plano Nacional de Vacinação, Francisco Ramos.

Segundo a mesma publicação, estavam previstas inicialmente no plano de vacinação cerca de quatro milhões de doses de vacinas a ser entregues no nosso pais no primeiro trimestre de 2021. Contudo, com os atrasos, Portugal já só deve receber cerca de dois milhões até março.

Para além disso, prevê-se ainda que existam mais alterações ao plano inicial, fazendo com que o calendário previsto para as entregas não seja cumprido, segundo confirmou Francisco Ramos ao ‘Negócios’. Assim, Portugal vai receber menos doses da BioNTech/Pfizer, da AstraZeneca e da Janssen, do que o previsto.

O responsável adianta que Portugal «chegou a contar com 1,5 milhões de doses de vacinas da BioNTech/Pfizer até março», no entanto, espera-se que agora esse número não vá além das 200 mil. No que diz respeito à vacina da Moderna, o calendário deverá ser cumprido, isto porque já só estava previsto receber 227 mil doses no primeiro trimestre deste ano, o resto chega mais tarde.

Depois relativamente à AstraZeneca, o plano inicial contava com uma entrega de 1,4 milhões de doses em Portugal, um número que agora também deverá ser reduzido, para cerca de metade, 700 mil, uma vez que a empresa já admitiu à Comissão Europeia não conseguir cumprir o calendário indicado.

Havia ainda cerca de um milhão de doses de vacinas da Janssen/J&J que supostamente chegavam até março, mas atualmente «a melhor das estimativas aponta para entrega em junho», segundo o responsável do plano de vacinação, citado pelo ‘Negócios’.

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