O primeiro-ministro disse aos jornalistas presentes em Bruxelas que o Fundo de Recuperação da UE, que está ainda por acordar, terá pelo menos 390 mil milhões de euros a fundo perdido, dos quais Portugal receberá 15,3 mil milhões de euros, segundo o acordo de princípio alcançado pelos líderes da UE na última madrugada.
“A proposta da Comissão, era de 500 mil milhões, foram aprovados 390 mil milhões, há uma diferença de 110 mil milhões, é um corte de 20% face ao montante anterior”, disse Costa. “No nosso caso concreto, há uma diferença de cerca de 400 milhões de euros entre a versão inicial e a versão atual“, disse o primeiro-ministro.
“É o valor que foi pago” para se alcançar um “resultado histórico”, disse António Costa, sublinhando que estes valores ainda não estão fechados”. “A haver qualquer ajustamento será para cima”, frisou o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas.
Assumindo que esta é “uma verba que impõe enorme responsabilidade” e dá uma “oportunidade muito significativa ao país para responder com energia à crise económica muito profunda”, dando-lhe uma “capacidade de resposta” que de outra forma Portugal não teria, António Costa explicou que o que o país ‘perdeu’ agora no Fundo face à diminuição do seu montante será ‘compensado’ no orçamento da União para 2021-2027, a ‘maratona’ negocial que se segue.
O Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas desde sexta-feira de manhã em busca de um acordo para o relançamento europeu após a crise da covid-19, encontra-se já no seu quarto dia. Esta é já uma das cimeiras mais longas da história da UE, aproximando-se a passos largos daquela que fixou o recorde, a cimeira de Nice em 2000, que se prolongou por cinco dias.









