Costa garante que dia 1 de junho avança para “reabertura plena” se as condições o permitirem

O próximo dia 1 de junho foi a data avançada por António Costa como a eventual data da abertura final de todas as “lojas de rua independentemente da sua área e lojas dos centros comerciais”.

Sónia Bexiga
Abril 30, 2020
18:51

O primeiro-ministro, António Costa, na apresentação ao país do Plano de Desconfinamento que se segue, tendo como pano de fundo a passagem de estado de emergência para o estado de calamidade, apontou o próximo dia 1 de junho como a abertura final de todas as “lojas de rua independentemente da sua área e lojas dos centros comerciais”.

Contudo, o primeiro-ministro sublinha que esta projeção pressupõe que continuemos a ter “uma evolução controlada da pandemia”.

Se tal acontecer, reforça, “podemos nestes três passos proceder à reabertura plena da actividade comercial e da eventualidade da restauração”.

Recorde-se que esta quinta-feira, 30 de abril fica marcada pela reunião do Conselho de Ministros, na qual foi aprovado um plano de transição do Estado de Emergência para o de calamidade (um nível abaixo).

Antes de revelar as medidas para a retoma económica, o líder do Executivo, António Costa, começou por salientar que, no próximo sábado passam, 2 de maio, fazem dois meses desde que foi confirmado o primeiro caso da covid-19 em Portugal. “Graças ao esforço de contenção de disciplina dos portugueses, foi possível que a pandemia registasse uma evolução no sentido positivo”, frisou.

Por sua vez, o risco de transmissibilidade tem vindo a encolher “progressivamente”. Costa disse que os últimos cinco dias “têm tido uma média de 0,92 e todas as regiões têm um R0 abaixo de 1. Os casos confirmados também têm vindo a ter uma tendência decrescente”.

Apesar de fazer notar uma estabilização do número de vítimas mortais, bem como o aumento do número de recuperações, Costa sublinhou que passámos “de uma fase de crescimento exponencial para uma fase com risco de crescimento controlado”.

Embora o Presidente da República e o Governo tenham entendido que não se justificava renovar o Estado de Emergência, ressalvou, “não quer dizer que a epidemia esteja ultrapassada porque o risco mantém-se elevado e a pandemia ativa” e, por isso, “é preciso continuar a combatê-la, não havendo estado de emergência temos de manter nível de contenção elevado”.

 

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