Cientista alerta que vírus proveniente de galinhas poderá matar mais que o coronavírus

Não é uma questão de “se”, mas sim de “quando” vai acontecer. Michael Greger, médico nutricionista, diz que as doenças transportadas pelas aves representam um risco maior para a humanidade do que a pandemia de coronavírus.

Executive Digest
Maio 30, 2020
15:02

Não é uma questão de “se”, mas sim de “quando” vai acontecer. Michael Greger, médico nutricionista, diz que as doenças transportadas pelas aves representam um risco maior para a humanidade do que a pandemia de coronavírus.

O especialista afirma que a criação em massa de galinhas está a deixar a humanidade vulnerável a uma próxima epidemia e estima que cerca de metade da humanidade poderá morrer com um surto deste tipo de vírus.

Greger sublinha que a nossa dependência da carne deixa-nos extremamente vulneráveis a novas pandemias. “Com as pandemias a espalharem-se explosivamente de humano para humano, nunca é uma questão de se, mas sim de quando”, escreve.

“Enquanto houver aves de capoeira, haverá pandemias”, sublinha o médico, acrescentando que “no final, podemos ser nós ou eles”.

Recorde-se que durante a gripe aviária H5NI em Hong Kong, em 1997, o governo matou cerca de 1,3 milhões de frangos para eliminar o vírus, que nunca desapareceu totalmente, uma vez que ocorreram novos surtos entre 2003 e 2009 fora da China.

Greger defende uma mudança na maneira como as galinhas são “criadas” para evitar outro surto. “Vivem em espaços tão apertados que não conseguem bater as asas e o alto nível de amónia de seus excrementos são uma receita para a doença”, explica.

O cientista afirma que é preciso passar de uma produção em massa de galinhas para a criação de pequenos grupos que devem crescer em espaços menos movimentados, com acesso ao exterior, melhor higiene e sem o uso de antivirais humanos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.