China lança nova iniciativa para dinamizar e diversificar as importações

A China lançou oficialmente a iniciativa “Grande mercado para todos: exportar para a China”, apresentada como um novo instrumento para aprofundar a abertura económica do país e reforçar os canais de acesso de produtos e serviços estrangeiros ao mercado chinês.

Executive Digest
Fevereiro 9, 2026
10:19

A iniciativa foi apresentada no dia 4, em Pequim, num evento que contou com a participação de Tao Lin, vice-presidente da Tesla, que sublinhou que o programa sinaliza a continuidade da abertura de alto nível da China e poderá criar oportunidades sem precedentes para empresas multinacionais.

O Ministério do Comércio chinês anunciou que, ao longo de 2026, serão realizadas mais de cem atividades no âmbito da série “Exportar para a China”, tendo como países temáticos a Tailândia, o Reino Unido, o Cazaquistão e o Quénia, entre outros. O objetivo declarado é aumentar a entrada de produtos e serviços de elevada qualidade no mercado chinês.

Enquanto maior país no comércio de mercadorias a nível mundial, a China tem mantido uma atenção consistente ao aumento das importações e ocupa, há 17 anos consecutivos, a posição de segundo maior mercado importador do mundo.

Neste contexto, destaca-se a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), criada há oito anos e que constitui a única feira de âmbito nacional dedicada exclusivamente às importações. Até ao momento, o valor acumulado dos negócios concretizados no âmbito da CIIE ultrapassou os 580 mil milhões de dólares.

O lançamento da iniciativa “Grande mercado para todos: exportar para a China” coincide com o início do 15.º Plano Quinquenal em 2026, sendo apresentada pelas autoridades chinesas como mais um mecanismo para facilitar a entrada de produtos globais no mercado do país.

Na semana passada, durante a visita oficial do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à China, os dois países assinaram um Memorando de Entendimento sobre cooperação no âmbito desta iniciativa, tornando o Reino Unido no primeiro país a formalizar um acordo deste tipo com Pequim.

O embaixador britânico na China, Peter Wilson, considerou que a realização destas atividades é oportuna e representa um sinal claro do compromisso chinês com o alargamento da abertura económica.

Recorde-se que, em 2025, o PIB chinês ultrapassou os 140 biliões de yuans, o valor total das vendas a retalho de bens de consumo atingiu os 50 biliões de yuans e o total de importações de mercadorias alcançou os 18,48 biliões de yuans.

Num contexto internacional marcado pelo avanço do protecionismo e por crescentes incertezas económicas, as autoridades chinesas defendem que a iniciativa “exportar para a China” poderá contribuir para uma economia mundial mais aberta e previsível, reforçando o papel da China não apenas como grande potência industrial, mas também como um dos maiores mercados consumidores globais.

 

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