A iniciativa foi apresentada no dia 4, em Pequim, num evento que contou com a participação de Tao Lin, vice-presidente da Tesla, que sublinhou que o programa sinaliza a continuidade da abertura de alto nível da China e poderá criar oportunidades sem precedentes para empresas multinacionais.
O Ministério do Comércio chinês anunciou que, ao longo de 2026, serão realizadas mais de cem atividades no âmbito da série “Exportar para a China”, tendo como países temáticos a Tailândia, o Reino Unido, o Cazaquistão e o Quénia, entre outros. O objetivo declarado é aumentar a entrada de produtos e serviços de elevada qualidade no mercado chinês.
Enquanto maior país no comércio de mercadorias a nível mundial, a China tem mantido uma atenção consistente ao aumento das importações e ocupa, há 17 anos consecutivos, a posição de segundo maior mercado importador do mundo.
Neste contexto, destaca-se a Exposição Internacional de Importação da China (CIIE), criada há oito anos e que constitui a única feira de âmbito nacional dedicada exclusivamente às importações. Até ao momento, o valor acumulado dos negócios concretizados no âmbito da CIIE ultrapassou os 580 mil milhões de dólares.
O lançamento da iniciativa “Grande mercado para todos: exportar para a China” coincide com o início do 15.º Plano Quinquenal em 2026, sendo apresentada pelas autoridades chinesas como mais um mecanismo para facilitar a entrada de produtos globais no mercado do país.
Na semana passada, durante a visita oficial do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à China, os dois países assinaram um Memorando de Entendimento sobre cooperação no âmbito desta iniciativa, tornando o Reino Unido no primeiro país a formalizar um acordo deste tipo com Pequim.
O embaixador britânico na China, Peter Wilson, considerou que a realização destas atividades é oportuna e representa um sinal claro do compromisso chinês com o alargamento da abertura económica.
Recorde-se que, em 2025, o PIB chinês ultrapassou os 140 biliões de yuans, o valor total das vendas a retalho de bens de consumo atingiu os 50 biliões de yuans e o total de importações de mercadorias alcançou os 18,48 biliões de yuans.
Num contexto internacional marcado pelo avanço do protecionismo e por crescentes incertezas económicas, as autoridades chinesas defendem que a iniciativa “exportar para a China” poderá contribuir para uma economia mundial mais aberta e previsível, reforçando o papel da China não apenas como grande potência industrial, mas também como um dos maiores mercados consumidores globais.




