A Central de Cervejas e Bebidas está a acelerar a sua Jornada de Descarbonização, com o objetivo de atingir a neutralidade carbónica nas operações até 2030, um investimento que já totaliza 135 milhões de euros desde 2017.
A iniciativa insere-se na estratégia global da HEINEKEN, “Brew a Better World”, que visa reduzir a pegada de carbono em toda a cadeia de valor.
“Atingir a neutralidade carbónica nos âmbitos 1 e 2 (produção) até 2030 é um dos objetivos da estratégia global ‘Brew a Better World’. Em Portugal, estamos comprometidos em criar um impacto positivo e em acelerar a nossa Jornada de Descarbonização, apoiando assim as ambições globais da HEINEKEN. Na Cervejeira de Vialonga, queremos produzir cerveja com energia 100% renovável até 2030”, afirma Julien Haex, Diretor-Geral da Central de Cervejas e Bebidas.
Atualmente, todas as operações da empresa em Portugal já utilizam eletricidade proveniente de fontes renováveis, graças à instalação de 8.400 painéis solares nas unidades de Vialonga e da Água de Luso, com capacidade combinada superior a 4.500 MWh anuais. A empresa reforçou ainda o seu abastecimento através de garantias de origem e contratos de energia renovável (PPA), incluindo o Parque Eólico de Alto da Coutada, que fornece 32 GWh por ano.
A próxima etapa do plano centra-se na transição da energia térmica, responsável por dois terços do consumo energético das operações cervejeiras. Para isso, a Central de Cervejas está a implementar um sistema de recuperação de energia com bomba de calor, desenvolvido em parceria com a Siemens Portugal, e com entrada em funcionamento prevista para 2026. Cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o projeto permitirá substituir parte do vapor gerado por gás natural por energia térmica proveniente de fontes limpas.
Além disso, a empresa anunciou uma parceria inovadora com a EDP e a Rondo Energy para a instalação de uma bateria térmica de 100 MWh na Cervejeira de Vialonga — uma das maiores do mundo e pioneira no setor das bebidas em Portugal. O projeto, que deverá entrar em operação em 2027, combinará energia solar, armazenamento térmico e eletrificação do calor para fornecer vapor de alta temperatura e livre de carbono à unidade de produção, através de um modelo de “Heat-as-a-Service”.
“Cumprir a transição da energia térmica, em particular, exige um investimento significativo em inovação e a colaboração entre as nossas equipas e parceiros tecnológicos de referência e com elevada experiência. Estamos a ser pioneiros em Portugal na transformação do setor, contribuindo para acelerar a descarbonização, reforçar a resiliência e competitividade da indústria cervejeira no longo prazo”, reforça Julien Haex.













