Boicote publicitário ao Facebook aponta à Europa

«Existe um argumento muito forte para que os anunciantes boicotem o Facebook também na Europa», afirma Imran Ahmed, CEO do Center for Countering Digital Hate.

Executive Digest
Julho 6, 2020
13:25

A campanha “Stop Hate for Profit” conquistou a atenção de centenas de marcas, que aceitaram suspender os gastos em publicidade no Facebook e Instagram durante o mês de Julho como forma de protesto relativamente à forma como as plataformas estão a lidar com a desinformação e o discurso de ódio. O movimento está, em grande parte dos casos, concentrado apenas nos Estados Unidos da América, mas as organizações responsáveis pelo boicote querem alargar a iniciativa à Europa.

«Existe um argumento muito forte para que os anunciantes boicotem o Facebook também na Europa», afirma Imran Ahmed, CEO do Center for Countering Digital Hate, uma organização sem fins lucrativos britânica. Em declarações reportadas pelo The Guardian, diz que a propagação do discurso de ódio é visto nos Estados Unidos da América como uma questão política – pelo menos em parte -, ao passo que na Europa é encarado como um problema sério por todos os quadrantes.

«A maioria das sondagens mostra que na Europa existe um desejo ainda mais forte de o Facebook ser responsabilizado pelo discurso de ódio e pela desinformação que se espalha na sua plataforma», sublinha Imran Ahmed.

Do lado do Facebook, Mark Zuckerberg apresenta uma perspectiva diferente. De acordo com o site Information, o CEO da companhia olha para o boicote como um assunto de relações públicas em vez de uma ameaça séria. Por isso mesmo, não estará nos planos tomar mais medidas do que aquelas que já foram apresentadas.

No mês passado, o Facebook anunciou que irá banir conteúdos que sejam difamadores relativamente a imigrantes e que serão impostas regras mais duras para publicações ou conteúdos enganadores que tenham as eleições como tema.

«Não vamos mudar as nossas políticas ou abordagem por causa de uma ameaça a uma pequena percentagem da nossa receita, ou a qualquer percentagem da nossa receita», terá afirmado Mark Zuckerberg. «O meu palpite é que todos estes anunciantes voltarão à plataforma em breve.»

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