Bill Gates revela profissão que resistirá à inteligência artificial mesmo daqui a 100 anos

Numa altura em que a inteligência artificial (IA) ameaça transformar profundamente o mercado de trabalho, Bill Gates revelou qual a profissão que, na sua opinião, resistirá à automação mesmo nos próximos 100 anos. Para o cofundador da Microsoft, o papel dos programadores continuará a ser “100% humano”.

Executive Digest
Julho 13, 2025
12:00

Numa altura em que a inteligência artificial (IA) ameaça transformar profundamente o mercado de trabalho, Bill Gates revelou qual a profissão que, na sua opinião, resistirá à automação mesmo nos próximos 100 anos. Para o cofundador da Microsoft, o papel dos programadores continuará a ser “100% humano”.

Apesar de várias empresas tecnológicas – incluindo a própria Microsoft – estarem a apostar em ferramentas de IA capazes de gerar e rever código, Gates acredita que a criatividade e a capacidade de resolução de problemas inerentes à programação são traços exclusivamente humanos, difíceis de replicar por máquinas.

“Identificar erros e encontrar soluções eficazes exige uma combinação de julgamento, intuição e criatividade que, até agora, só os humanos conseguem aplicar eficazmente”, argumenta Bill Gates, citado pelo portal Windows Central.

A previsão do milionário pode surpreender, sobretudo tendo em conta que os grandes modelos de linguagem (LLM), como o ChatGPT, já demonstraram capacidade para executar tarefas que antes exigiam anos de experiência – inclusive na área da medicina ou da engenharia de software. Ainda assim, Gates mantém-se firme na convicção de que o papel dos programadores continuará a ser indispensável no futuro.

Além da programação, há outras áreas que, segundo Gates, também poderão escapar ao domínio da inteligência artificial. Em entrevista ao apresentador Jimmy Fallon, no programa Tonight Show, o filantropo apontou os desportos como exemplo de uma atividade que permanecerá exclusivamente humana.

“Nós decidiremos, como no basebol, que não queremos ver computadores a jogar uns contra os outros. Haverá sempre coisas que reservaremos para nós próprios”, disse.

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