AEMinho reúne com Ministro da Economia e Presidente da CCDR-N. “Estas propostas são instrumentos concretos para garantir competitividade”

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) reuniu-se com o Ministro da Economia e da Coesão Territorial e com o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, numa sessão dedicada ao futuro da competitividade industrial e à adaptação das empresas da região às profundas mudanças económicas em curso na Europa.

André Manuel Mendes
Novembro 18, 2025
11:06

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) reuniu-se com o Ministro da Economia e da Coesão Territorial e com o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, numa sessão dedicada ao futuro da competitividade industrial e à adaptação das empresas da região às profundas mudanças económicas em curso na Europa.

Durante o encontro, a AEMinho entregou formalmente duas propostas estruturantes destinadas a apoiar o tecido empresarial do Norte e a reforçar a capacidade de resposta do país perante desafios emergentes.

A primeira, intitulada “Pacote de Medidas para Mitigar o Impacto das Novas Tarifas sobre o Aço na Indústria Portuguesa”, visa dar uma resposta nacional coordenada às novas tarifas europeias sobre o aço e ao mecanismo CBAM. Entre as medidas propostas estão uma linha de crédito bonificado, majoração fiscal, vales de engenharia digital e IA, programa “Menos Aço por Unidade de Produto”, incentivos à reciclagem, criação de uma task force interministerial e representação ativa junto da União Europeia.

Segundo a AEMinho, os impactos estimados incluem 414 milhões de euros de custo público em três anos, mais de 830 milhões de euros de investimento privado mobilizado, proteção de 5.000 a 8.000 empregos e um impacto acumulado no PIB entre 150 e 250 milhões de euros.

A segunda proposta apresentada foi o Programa Nacional de Upskilling e Reskilling para a Era da IA (PNUR-IA), que tem como objetivo preparar os trabalhadores para as mudanças profundas no mercado laboral provocadas pela Inteligência Artificial. O programa prevê incentivos fiscais e instrumentos de formação para acelerar a capacitação digital e tecnológica, promovendo o upskilling e reskilling dos profissionais. Entre as medidas estão crédito fiscal de 150%, depreciação acelerada, isenção parcial de TSU, vales de formação em IA, fundo nacional para requalificação e incentivos a entidades formadoras certificadas.

Os impactos estimados pelo programa são a requalificação de 150.000 trabalhadores, aumento de 20% da produtividade nas empresas aderentes, investimento público de 1,005 mil milhões de euros com um retorno económico superior a 3,78 mil milhões de euros e um ROI fiscal direto de 154%.

“O contexto económico atual obriga a uma resposta assertiva e coordenada que proteja o nosso tecido empresarial. Estas propostas são instrumentos concretos para garantir competitividade, proteger emprego e posicionar o Minho e o país na vanguarda da inovação, acompanhando e antecipando cenários que serão incontornáveis no futuro próximo. A ideia é sermos proativos e não reativos, por um lado, aproveitando as vantagens que a dimensão periférica da nossa economia pode ter no contexto marco económico europeu e mundial, tornando essa circunstância num fator de competitividade e interesse económico, por outro”, afirmou Ramiro Brito.

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