As ações da Telecom Italia subiram hoje 5% em Milão impulsionadas por informações que apontam que o partido de ultradireita Fratelli d’Italia (FDI, Irmãos de Itália), dado como favorito nas próximas eleições, pretende tirar a empresa de bolsa.
Cerca das 16:00 (15:00 em Lisboa), a hora e meia do fecho da bolsa de Milão, as ações da TIM avançavam 5,56% para os 0,2394 euros.
O plano do FDI, de acordo com os media especializados mas sem confirmação oficial, passaria por o banco público italiano CDP lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a TIM, da qual detém quase 10% do capital.
À tomada de controlo seguir-se-ia a venda de cerca de 30 milhões de clientes, entre fixos e móveis, a outros concorrentes por cerca de 13.000 milhões de euros, assim como o fim da filial TIM Brasil por 4.000 milhões de euros.
Desta forma, o Estado italiano manteria o controlo da rede do grupo de telecomunicações, que tem ativos considerados estratégicos, e reduziria a sua dívida – de 30.188 milhões de euros a 30 de junho – para metade.
O antigo monopólio das telecomunicações em Itália é controlado atualmente por 23,75% da empresa francesa Vivendi, enquanto que cerca de 48% estão nas mãos de investidores institucionais italianos e internacionais.
Os partidos de extrema-direita Fratelli d’Italia e Liga sempre defenderam posições protecionistas e defendem que empresas estratégicas como a TIM têm de estar em mãos italianas.
As sondagens italianas dão como favorita esta coligação conservadora, a que se soma também a Forza Italia, de Silvio Berlusconi, mas será crucial saber se depois de 25 de setembro, dia das eleições gerais, os três unidos obtêm maioria para governar.














